| Malavolta Jr |
| Esquema também aplicava golpes com cartão de crédito pela Internet na região de Jaú |
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Bauru realizou nessa quarta-feira (20) duas operações em Jaú (47 quilômetros de Bauru), com apoio da Polícia Militar (PM), visando desarticular organizações especializadas na venda de drogas, clonagem de cartões bancários e prática de golpes pela Internet envolvendo moedas eletrônicas.
Segundo o Gaeco, a primeira operação refere-se a uma investigação sobre tráfico de drogas na região de Jaú já finalizada. "Ao longo de vários meses de investigação, foram identificados diversos associados para prática do tráfico de volumosa quantidade de droga, com a especial participação de integrantes do sistema penitenciário, inclusive", afirma em nota.
No total, o órgão identificou mais de 30 integrantes da organização, entre eles cinco homens apontados como o "núcleo" do grupo - M.A.O., D.O.A., M.R.S., E.B.S. e J.C.S.F. -, que, desde 2006, comercializavam maconha e cocaína. Os dois primeiros são os líderes da quadrilha que, mesmo presos, continuavam coordenando o tráfico de dentro da prisão.
Durante uma série de suboperações realizadas nos últimos meses, os integrantes foram sendo presos e denunciados e, ontem de manhã, o Gaeco cumpriu mandado de prisão preventiva contra o único que ainda estava em liberdade - M.R.S., 39 anos. Na casa dele, na rua Julio Jacob, Jardim Padre Augusto Sani, foram apreendidos porções de maconha e dinheiro.
ESTRUTURADO
A segunda operação deflagrada pelo órgão do MP teve como objetivo combater um estruturado esquema voltado para a prática de fraudes pela Internet e golpes com cartão de crédito, também na região de Jaú. Pelo fato das investigações estarem no início, detalhes não foram divulgados. "A gente tem que entender melhor como esses grupos vem atuando", justifica.
O Gaeco adiantou, contudo, que um dos crimes refere-se à clonagem de cartões bancários por meio de máquinas físicas usadas no comércio local. Já a segunda modalidade trata-se de golpe virtual que utiliza moedas eletrônicas semelhantes ao bitcoin. "Eles vêm pegando valores das vítimas e transferindo entre o grupo sem que haja possibilidade de rastreio", explica.
Em uma residência em Jaú, promotores do órgão e a PM apreenderam equipamentos que serão periciados para que a extensão dos golpes possa ser identificada. Segundo o Gaeco, não é possível estabelecer uma relação com caso noticiado recentemente pelo JC de empresa de Bauru que teve arquivos "sequestrados" e pagou resgate em bitcoin para reaver o seu sistema.
"A gente não viu correlação direta ao mesmo grupo, mas a gente não descarta a possibilidade de ser uma estratégia parecida, um meio de atuação parecido", declara o órgão.