| Fotos: Aceituno Jr. |
| Deputado Major Olímpio falou do cenário atual da política |
| Sirlene Mendes, Sandra Regina Emilio, Roberto Ferreira, Marcio Tadeu de Lemos e deputado Major Olímpio no Café com Política, do JC |
O deputado federal Major Olímpio (SD-SP) teme uma quebra constitucional em razão do cenário de corrupção política que se instalou no Brasil. "Sou a favor da democracia, não de uma intervenção militar", disse, em entrevista ao JC, sobre recente declaração do general do Exército da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão de que havia a possibilidade de interferência das forças armadas diante da crise enfrentada pelo País, caso a situação não seja resolvida pelas próprias instituições.
O parlamentar, que esteve ontem em Bauru para uma visita ao Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4) e participou de reunião na Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo local, ressalta que as coisas estão seguindo para este fim.
"Se a Câmara do Senado não impor resoluções e o presidente (Michel Temer), cada vez mais acusado de crimes e mostrando cabalmente que está envolvido numa organização criminosa, não restará outra alternativa que não uma intervenção de caráter militar, que não tem previsão constitucional. Sendo assim, é ruptura. Estamos caminhando para uma ruptura constitucional".
PRESSÃO
Segundo o deputado, a declaração de Mourão impactou de forma que, para pressionar o governo, pediram a sua punição. "O próprio ministro [da Defesa, Raul Jungmann], o Temer e o comandante do Exército [general Eduardo Villas Bôas] falaram: 'Vamos apagar fogo com gasolina, porque, se punir o Mourão, vão ter manifestações de oficiais generais das três forças [Exército, Marinha e Aeronáutica] pelo País todo'. Aí teríamos uma convulsão, realmente", opina.
'UMA FARSA'
Coronel Olímpio também falou de outros pontos polêmicos. Um deles é a proposta de Reforma Política, a qual ele repudia. "Trata-se de uma farsa. A classe política está enganando a população, pois a discussão não foi aprofundada e o interesse da maioria é em torno das eleições de 2018", criticou o deputado federal.
Ele ainda fez criticas ao governo estadual pela falta de reajuste a policiais militares. "A PM de São Paulo é a maior polícia do País, necessitando da devida estrutura e condições para desempenho das suas atividades", ressalta.
O parlamentar revelou ainda não ter quaisquer expectativas de deixar o partido (Solidariedade) e expressou desejo em se reeleger como deputado federal em 2018.
Entretanto, faz duras criticas ao citar que a população está descrente na classe política, e prevê uma "avalanche" de votos nulos e brancos para o próximo pleito.