10 de julho de 2026
Cultura

Série mostra como a misoginia se torna política de governo

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

A série "The Handmaid's Tale" precisou vencer o Emmy em oito categorias, incluindo melhor roteiro, série dramática e atriz (Elizabeth Moss) para finalmente alguém tomar a providência de trazê-la para o Brasil.

Lançada em 26 de abril pela plataforma Hulu, concorrente da Netflix que ainda não está disponível no País, a atração vai estrear por aqui só no começo de 2018, no Paramount Channel. Antes tarde do que nunca. O primeiro aviso aos navegantes: é preciso ter estômago para chegar ao fim da primeira temporada. "The Handmaid’s Tale" definitivamente não é um passatempo qualquer.

O desconforto é inevitável. A série apresenta uma realidade distópica, mas assustadoramente realista. Se Hitler tivesse sido apenas uma ficção, talvez a considerassem inverossímil.

Baseada no livro da canadense Margaret Atwood de 1985, ela apresenta um cenário em que a misoginia se tornou a política oficial de estado no governo dos Estados Unidos.

Com o mundo enfrentando uma epidemia de infertilidade, o fanatismo religioso ganhou terreno e tomou conta do país. Literalmente. Eis que, em um futuro indeterminado, o impensável acontece: uma facção religiosa toma o poder por meio de um golpe de estado e instaura uma ditadura.

Os EUA então mudam de nome e dá lugar à República de Gilead, uma teocracia totalitária em que o povo é dividido em castas e as mulheres se tornam "commodities" do governo para garantir o futuro da humanidade.

Em sequências de flashback, acompanhamos passo a passo a deterioração dos direitos, desde a proibição de dirigir até a de ter conta em banco.

Além da força do roteiro, "The Handmaid’s Tale" tem um elenco arrebatador. Depois de interpretar a secretária Peggy Olson em "Mad Men", Elisabeth Moss foi a escolhida para interpretar a protagonista. Ganhou o Emmy e teria levado o Oscar se existisse uma categoria de séries.