| Luizinho Andretto |
| Presa em Barra Bonita, suspeita de tentativa de homicídio foi levada nessa quinta (5) à CPJ de Jaú |
A mulher que enviou no ano passado bombons envenenados para a casa de uma ajudante geral de 30 anos, ex do seu atual companheiro, em Jaú (47 quilômetros de Bauru), foi presa pela Polícia Militar (PM) na última quarta-feira (4), em Barra Bonita. Na ocasião, além da rival, dois filhos dela, de 2 e 6 anos, também passaram mal e precisaram de atendimento médico.
J.C.N. (apenas iniciais foram divulgadas pela polícia), 35 anos, respondeu pela tentativa de homicídio em liberdade pelo fato de não ter sido presa em flagrante na época e por conta das limitações da lei eleitoral, que proibia prisões temporárias e preventivas até dois dias após o pleito, realizado em 2 de outubro.
Com a conclusão do inquérito, segundo a PM, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dela, que foi concedida pela Justiça. Após ser detida pela PM em seu trabalho, em Barra Bonita, a mulher foi levada à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Jaú, de onde foi transferida para unidade prisional da região.
O CASO
Conforme divulgado pelo JC, no dia 28 de setembro de 2016, um mototaxista foi até a casa de Ana Camila Rosa, na Vila XV de Novembro, e entregou a uma prima dela um vaso de flores, três bombons de chocolate e carta manuscrita assinada com o nome de um homem e contendo número de celular.
A ajudante geral comeu um dos bombons e deu os outros dois para seus filhos, de 2 e 6 anos. Após cerca de meia hora, os três começaram a passar mal, com fortes vômitos e diarreia, e foram levados pelo Samu ao Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa, onde ficaram internados. O mais novo chegou a ficar na UTI.
CIÚME
Por conta da suspeita de envenenamento, a PM foi acionada pela equipe de plantão e a ocorrência foi apresentada na CPJ. A mulher disse aos policiais que não conhecia ninguém com o nome que constava na carta e que chegou a telefonar várias vezes para o número de celular, mas ninguém atendeu as ligações.
Após investigações e diligências, equipes da DIG e Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) descobriram que os bombons haviam sido entregues na residência por um mototaxista a pedido de J.C.N., companheira do ex-marido da vítima. Na CPJ, ela confessou o crime, motivado por ciúme.
A mulher disse que tinha como objetivo matar apenas a ajudante geral, por quem o namorado demonstrava nutrir ainda algum sentimento, e não as crianças. O mais novo, inclusive, era filho do companheiro dela. Após prestar depoimento, ela foi liberada.