08 de julho de 2026
Geral

Respira, Chico. Tem pipoca!

Adham Marin, especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Arquivo pessoal
Chico ainda não respira totalmente sozinho

“Foi necessário um trabalho de convencimento, o Beto é mais reservado. Fizemos umas reuniões em casa e ele aceitou, desde que fosse uma festa beneficente pra ajudar alguém. Foi daí que surgiu a ideia de fazer em benefício dos grupos de voluntários”. Daí em diante, uma grande corrente do bem foi se formando, pessoas apoiando, ideias e muita movimentação tomaram conta da rotina de todos os envolvidos na festa, que acontece no próximo dia 14 de outubro, a partir das 16h, na quadra 4 da rua Professor Gerson Rodrigues, na Vila Universitária.

Para Faneco, que é representante do grupo Esquadrão do Bem, a festa não poderia deixar de acontecer. “O Chico já é uma celebridade da nossa cidade, por onde eu vou me perguntam como ele está. Eu comecei uma campanha no meu Facebook postando, todos os dias, ‘Respira, Chico, tem pipoca’ e muita gente começou a rezar por ele, perguntar, mandar energias positivas. É exatamente por conta dessa grande energia que estamos fazendo a festa”, pontua a pipoqueira.

A corrente se estendeu e passou a envolver outros grupos de voluntários, como o Esquadrão da Noite e o Voluntários em Ação, que também participarão da festa e terão rendimentos revertidos para suas atividades solidárias.

Corrente do bem

Sandro Paveloski, 49 anos, voluntário dos grupos Esquadrão do Bem e do Esquadrão da Noite, conta que quando iniciaram-se os preparativos para a festa, houve uma discussão quando à identidade visual, pois todos queriam que fosse o próprio Superchico. Na dificuldade de encontrar ilustrador, o jornalista resolveu recorrer às redes sociais e postou toda a história da festa no grupo LDRV, do Facebook, que contava na época com mais de 600 mil participantes (hoje, já chega à casa do milhão).

A ideia foi certeira e, após milhares de curtidas e comentários na publicação, começaram a chegar as ilustrações de todo o Brasil, tanto pela internet quanto pelo correio. “A quantidade de gente disposta a ajudar foi tão grande que precisei criar um e-mail do Chico, o primeiro e-mail da vida dele, só pra receber essas manifestações de carinho”.

Daniela também concorda que as redes sociais possibilitaram evidenciar a quantidade de elos envolvidos nesta corrente do bem. A mãe conta que no seu Instagram recebe diariamente manifestações de carinho de lugares do mundo todo. “É muito lindo. Isso tudo é muito emocionante, toda essa energia, todo esse amor”, pontua.

Amor, inclusive, é uma palavra nada racionada quando o assunto é a vida de Francisco, família e amigos convergem no ponto de que a vinda de Chico foi um divisor de águas, mas para melhor. “O Chico ensinou a gente que problema pequeno não é problema. E é assim que a gente escolheu viver agora”, finaliza Beto.