Picolé era a coisa mais gostosa que
poderia existir.
O geladinho na goela, o sabor das frutas,
poderia ser qualquer uma.
Mas o preferido era o picolé de groselha.
Os anos passam e ele continua sendo
motivo de alegria.
Num lugar tão, tão distante, uma
escolinha infantil lá nas Minas Gerais.
Hoje é dia de festa! Festa das crianças!
Olha lá o tio Damião. O tio do picolé... a
alegria estampada naqueles rostinhos.
Todas aquelas crianças achegam-se,
arrodeiam o tio Damião.
Ele traz uma mochila, e nela tem algo
bom, delicioso...o nosso picolé!
Todas elas olham para a mochila, há algo
diferente, o picolé está líquido.
Será que vamos beber picolé!?
Não!
Porque estamos tomando banho de
picolé! O cheiro é diferente, o gosto é
muito ruim! Tio Damião nós vamos tomar
banho de picolé?
Tio Damião o picolé está quente, muito
quente! Está queimando, está doendo,
doendo muito!
Onde está tia Helley? Nos ajude!
Tia Helley avança sobre o tio Damião,
não entendemos porque o picolé está
quente.
Meus amiguinhos estão caindo ao chão.
Muitos deles já não tem forças para sair
dali, tudo é fumaça.
O que aconteceu com o tio Damião?
Ele era tão bom, um amigão.
Poderia ser o tio Zé, não importa...
Tudo que queríamos era apenas um
picolé!