| Douglas Reis |
| Gina Sanchez (diretora regional de Ensino), Ligia Aparecida Rodrigues Rosa (diretora da escola Francisco Alves Brizola) e João Cury Neto (presidente do FDE) durante a vistoria nesta sexta |
A reforma da Escola Estadual (EE) Francisco Alves Brizola, no Núcleo Geisel, deve ser concluída no final de março de 2018. A previsão é do presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação de São Paulo (FDE), João Cury Neto, que esteve ontem em Bauru. Segundo ele, cerca de 35% das obras foram executadas até o momento.
Anunciada em março deste ano, a reforma é uma solicitação do deputado Pedro Tobias (PSDB) e bastante cobrada por vereadores e pela população do Geisel e bairros próximos. Desde o ano passado, os alunos do Brizola estão estudando em outra unidade escolar da região, até que a obra, com investimento total de R$ 1,5 milhão, seja concluída.
Em junho, foi assinado o contrato com a empresa vencedora da licitação, a Precisão Comercial e Construção Ltda., de Sorocaba. "O ritmo de trabalho está bom. Agora, entra o período de chuvas e isso pode atrapalhar um pouco, mas a previsão é entregar a obra até o final de março do próximo ano", relatou Cury.
A vistoria dele, na manhã de ontem, foi acompanhada pela diretora regional de Educação, Gina Sanchez; o vereador Sandro Bussola (PDT), presidente da Câmara Municipal; e ainda pelo grêmio estudantil da escola, moradores do bairro e pelo engenheiro Veríssimo Barbeiro, coordenador regional do FDE. Também estiveram presentes assessores do deputado Pedro Tobias.
CAIC
Ainda na visita nessa sexta-feira (27), Cury anunciou que a EE Marta Aparecida Barbosa, o Caic, no Núcleo Nova Esperança, será reformada, com investimento de R$ 500 mil. Conforme o JC noticiou, a unidade foi atingida por incêndio criminoso no início deste mês.
Para a obra, não haverá necessidade de deslocamento dos estudantes para outras unidades. "O Caic tem espaço físico suficiente para que as obras aconteçam sem tirar os alunos de lá", afirma Sanchez.
As escolas Francisco Alves Brizola e Caic são as que demandam maior investimento em Bauru. Porém, outras unidades também passam por reformas de menor porte, como o Silvério São João (Vila Universitária), Mercedes Paz Bueno (Higienópolis), Irmã Arminda Sbríssia (Nova Esperança), Xavier de Mendonça (Vila Industrial) e José Aparecido Guedes de Azevedo (Bela Vista). "São escolas que estão recebendo, principalmente, obras de acessibilidade, e algumas melhorias pontuais", frisa Cury. Os serviços estão em diferentes estágios.
Já na EE Antônio Ferreira de Menezes, no Núcleo Alto Alegre, a reforma da cozinha foi concluída. Também já foram entregues obras na EE Walter Barreto Melchert, no Núcleo Octávio Rasi.
LIMINAR
O Ministério Público Estadual (MPE), através do promotor Lucas Pimentel de Oliveira, ingressou na Justiça no final do ano passado para que o Estado fizesse a reforma do Caic e da EE Azarias Leite, no Jardim Carolina. Uma liminar foi concedida favoravelmente pelo juiz Ubirajara Maintinguer. Sobre as liminares, Cury afirmou que não tem conhecimento do conteúdo, mas que, se o FDE for notificado, buscará recursos necessários.
NA REGIÃO
Após passar por Bauru, Cury foi até Promissão, onde anunciou investimento total de R$ 250 mil na reforma de três unidades. Receberão obras as escolas Hugo Gambetti, Moacyr Miranda Pinto e a do assentamento rural Comunidade Nossa Senhora Aparecida.
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Câmeras para aumentar a segurança
Solicitação de alunos e moradores, a instalação de câmeras de monitoramento será avaliada pela Secretaria Estadual de Educação, revela Cury. Em Bauru, o Caic e o Brizola estão entre as unidades prioritárias, caso o projeto seja viabilizado.
"Estamos procurando alternativas para resolver a questão da segurança nas escolas. Uma delas é aumentar a parceria com a Polícia Militar, para intensificar as rondas no entorno, sem entrar na unidade. E a possibilidade de instalação de câmeras para videomonitoramento em escolas com índices mais elevados de ocorrência", declara o presidente da FDE.
"A instalação de câmeras está em estudo pela Secretaria de Educação, não depende do FDE, mas, se for possível, deve ser feito, inclusive em escolas de Bauru como o Caic e o Brizola, para melhorar a segurança e evitar depredações e vandalismo nas escolas", conclui João Cury Neto.
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