08 de julho de 2026
Nacional

Temer está bem, com quadro estável


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São Paulo - Depois de passar por um procedimento médico para desobstrução da uretra, na noite de sexta, o presidente Michel Temer segue internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com previsão de alta amanhã. A informação foi dada pelo médico Roberto Kalil Filho, que coordena a equipe responsável pelo presidente da República. Ele não está na UTI e nem em unidade de tratamento semi-intensiva. "O presidente está no apartamento, muito bem, com quadro estável e terá alta na segunda-feira", disse Kalil. Hoje o hospital divulgará  boletim de rotina.

PRÓSTATA

A expectativa é que Temer permaneça em repouso na capital paulista até terça-feira. O urologista Miguel Srougi, que também esteve presente na coletiva e faz parte da equipe que cuida do presidente, explicou que, na quarta-feira passada, Temer sentiu um desconforto, teve um sangramento e não conseguia expelir a urina.

No mesmo dia, no qual a Câmara votava a segunda denúncia da PGR contra o presidente, ele foi internado em Brasília. Permaneceu por cerca de sete horas no Hospital Militar, onde passou por um procedimento para colocar uma sonda.

BENIGNO

"Temer só veio para São Paulo pela proximidade com os médicos desta instituição", esclareceu Srougi. Segundo ele, constatou-se que a retenção urinária era causada por crescimento da próstata, patologia que já havia acometido o presidente no passado e comum a pelo menos 90% dos homens. "Foi feita uma biópsia para constatar que não haveria câncer e o resultado foi benigno", enfatizou o urologista.

Em seguida, foi realizada uma raspagem com "desobstrução uretal através de ressecção da próstata". A cirurgia vai permitir que ele volte a urinar normalmente e a possibilidade de que o quadro se repita é remota. "Agora o problema está resolvido", acrescentou.

CARDIOVASCULAR

Havia a expectativa de que também fosse realizado um procedimento cardiovascular, um cateterismo. No entanto, Kalil, cardiologista do presidente, afirmou que a realização desta cirurgia arterial exigiria que alguns medicamentos fossem consumidos, os quais Temer não poderá tomar devido ao problema na próstata.

"Vamos resolver a próstata e depois a parte cardíaca. Ele está estável do ponto de vista cardiovascular. Não há nada definido sobre a realização deste novo procedimento", finalizou o médico.