| Divulgação |
| Caíque Henrique Sales, 20 anos, foi preso ontem de madrugada |
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, prendeu, na madrugada de ontem, o terceiro e último envolvido no assassinato do empresário Adevaldo Colonize. Caíque Henrique Sales, 20 anos, foi detido ao sair da casa da namorada, em Igaraçu do Tietê (71 quilômetros de Bauru). Questionado, o jovem confessou a participação no crime.
"Ele conta que despejou perfume no corpo da vítima, pegou umas apostilas que estavam na caminhonete e jogou em cima, e depois ateou fogo com um isqueiro que tinha no bolso", detalha o delegado titular da DIG, Marcelo Aparecido Tomaz Goes.
Conforme o JC divulgou, outros dois suspeitos, os irmãos Marildo Junior Meza, 21 anos, e Paulo Roberto Meza, 28, já estavam presos. Ambos também são apontados como autores do latrocínio (roubo seguido de morte), já que o trio chegou a roubar a caminhonete da vítima.
Dono da rede de colégios ADV, Adevaldo, 51 anos, estava desaparecido desde a madrugada do último domingo. Seu corpo foi encontrado na manhã desta terça em um canavial entre Igaraçu e São Manuel.
Vítima de espancamento e estrangulamento, ele foi queimado enquanto ainda estava vivo. O corpo do empresário, que também era professor de matemática, foi velado e enterrado anteontem, em Igaraçu.
CAMPANA
Para prender o terceiro envolvido no crime, a equipe da DIG montou campana no local. "Recebemos a informação de que ele estava naquela casa, de onde saía durante a madrugada para ir até um esconderijo em um matagal próximo. Nós o surpreendemos quando ele voltava para o imóvel", pontua Goes.
"Ele é frio, sem qualquer tipo de compaixão. Ele nos convence porque confessa o crime e corrobora todos os elementos que nós tínhamos de indícios e provas anteriormente colhidos", complementa.
Ainda de acordo com o delegado, a vítima conhecia Marildo, que pediu carona quando o empresário deixava um estabelecimento na orla de Barra Bonita. Caíque, contudo, também teria entrado na caminhonete, uma Toyota Hilux branca. Durante o trajeto, a dupla anunciou o roubo e o motorista, então, teria reagido.
"Ele tentou escapar, mas foi contido pelos ladrões e agredido. As agressões, que incluem estrangulamento, continuaram no canavial até que ele perdesse a consciência", relata Goes.
QUEIMADO VIVO
Acreditando que Colonize estivesse morto, os dois retornaram para buscar o irmão de Marildo, Paulo Roberto, para ajudá-los a se livrarem do corpo. Na volta, atearam fogo em Adevaldo, que ainda tinha sinais vitais, conforme aponta laudo pericial.
Caíque foi levado para a Cadeia Pública de Barra Bonita, onde também estão os outros envolvidos no crime. O trio responderá por latrocínio - já que a caminhonete da vítima, encontrada abandonada em Igaraçu, ficou com os acusados, que tentaram vendê-la -, ocultação de cadáver e associação criminosa.
"Pedimos a prisão temporária por 30 dias para concluirmos o inquérito. Caíque e Marildo já tinham passagens por roubo", conclui o delegado, dando o caso como encerrado.