| Douglas Reis |
| Mais de 30 veículos participaram do ato na manhã desta terça-feira (7) por ruas do município |
Uma carreata saiu pelas ruas de Bauru, na manhã dessa terça-feira (7). O ato foi organizado por familiares e amigos de Norberto Pagoto, 47, baleado no Jardim Bela Vista, no último dia 23, após uma briga de trânsito envolvendo um policial militar à paisana.
O ato teve concentração, às 7h, na avenida Nações Unidas Norte esquina com a rua José Bonifácio e seguiu pela rua Rodrigues Alves e Duque de Caxias.
Segundo a esposa do mecânico, Juselene Pagoto, 47 anos, o ato que reuniu cerca de 70 pessoas em mais de 30 veículos foi uma manifestação em pedido de justiça por Norberto que está internado no Hospital Estadual desde o ocorrido. "A pessoa que atirou nele alega legítima defesa, mas não foi. Ele atirou pelas costas, meu esposo estava voltando para o carro. Agora, ele está em estado grave, em coma induzido, na UTI. Nós só queremos que se faça justiça", afirma.
FAIXAS
Os carros e caminhões que participaram da carreata seguiram com faixas coloridas com os dizeres: "Aonde você aprendeu a atirar pelas costas?"; "Você poderia ter ido embora antes de atirar"; "Atirar pelas costas não é legítima defesa" e "Você teve tempo de pensar antes de atirar".
Comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume afirma que as providências em relação ao policial militar foram tomadas. "Foi aberta uma sindicância para apurar toda a circunstância dos fatos. Por parte da Polícia Militar, todas as medidas legais cabíveis foram executadas", afirma. "A ocorrência foi em horário de folga e não foi recomendado que ele se afastasse", conclui.
Além da apuração interna da PM, a Polícia Civil também segue investigando o caso. Responsável pelo inquérito, o delegado Dinair José da Silva afirma que tudo será apurado com o devido rigor.
"Já ouvimos várias pessoas e ainda iremos ouvir outras. Estamos aguardando laudos e ainda iremos reunir demais provas. Tudo será apurado", complementa.
O CASO
Conforme noticiado pelo JC, houve um acidente entre os automóveis e a discussão entre Norberto e o policial militar se prolongou até as proximidades da esquina com a rua São Lourenço, contudo, os disparos ocorreram por volta das 22h na quadra 3 da rua Alto Acre.
Segundo a polícia informou, na época, o militar à paisana alegou que Norberto teria descido de seu veículo com uma pistola 635 em punho e, em legítima defesa, fez três disparos. Dois acertaram o mecânico.