Engraçada essa "máquina de fazer doidos", tão bem definida pelo saudoso Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo do grande jornalista Sérgio Porto.
Pois não é que na plim-plim nem sempre o remake de um produto famoso no passado consegue ser exitoso no presente?
Primeiro, vamos abordar o que deu certo, a "Escolinha do Professor Raimundo", que na época de sua exibição, graças sobretudo à genialidade de Chico Anísio, e a competência da trupe de humoristas que dela participava, foi campeã de audiência por muitos anos, até que um dia, fruto de uma equivocada decisão, a emissora houve por bem enclausurar na geladeira global a obra do ilustre cearense de Maranguape.
Pois bem, décadas depois, acharam que era hora de reavivar a Escolinha, agora comandada pelo filho do Chico, o Bruno Mazzeo, impagável nos trajes e trejeitos do pai, e com afinado elenco, onde se sobressaem as interpretações de Zé Bonitinho, do Mateus Solano, Seu Batista, do Rodrigo Sant'anna, Pedro Pedreira, do Marco Ricca, e Seu Aldemar Vicário, com Lúcio Mauro Filho dando vida ao personagem que foi de seu pai, e pronto! sucesso garantido, com a terceira temporada prestes a ir para o ar.
Do outro lado da moeda, vamos enfocar o que, na nossa modesta opinião, não deu certo, já que tentaram reviver "Os Trapalhões", mas o que se pode ver na telinha é que, não obstante a presença de dois veteranos remanescentes do grupo, o programa é um festival de mau gosto, de forçação de barra, que em nenhum momento nos remete às trapalhadas de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, os divertidos personagens da sitcom que nos proporcionava sonoras gargalhadas nas tardes, quase noites de domingo.
Pode até ter valido a intenção, mas a "nova" atração ficou pelo caminho, irremediavelmente perdida de sua original inspiração.