| Aceituno Jr./JC Imagens |
| Rebelião no CPP 3 de Bauru ocorreu no dia 24 de janeiro deste ano e gerou pânico pela cidade |
Nove reeducandos dos dez acusados de liderar a rebelião que terminou em incêndio e destruiu quase todo o Centro de Progressão Penitenciária 3 (CCP3, antigo IPA) de Bauru, causando fuga de detentos e pânico pela cidade, em janeiro deste ano, foram condenados, em primeira instância, pelo crime de motim.
As penas dos nove detentos, arbitrada pelo juiz Cláudio Augusto Saad Abujamra, no dia 3 de novembro, variam entre seis meses e um ano de detenção em regime semiaberto. A extensão da ficha criminal dos réus foi considerada e determinou a diferença nas penas aplicadas a cada um.
Dos nove condenados pelo motim, dois também responderão por dano e incêndio ao prédio público e terão suas penas acrescidas entre 4 e 5 anos, a serem cumpridos em regime fechado.
O décimo reeducando foi absolvido de todas as imputações e teve alvará de soltura expedido. Entre os nove condenados pelo motim, um detento também irá responder pelo crime em liberdade. Todos os réus negaram a participação ativa no movimento.
O Ministério Público (MP), que ofereceu a denúncia, pedia ainda condenação dos dez pelos crimes de formação de quadrilha, evasão mediante violência, resistência, além de danos e incêndio.
O juiz considerou, no entanto, os relatos de três agentes penitenciários que estavam no local na data.
RELEMBRE O CASO
Conforme o JC noticiou, 152 reeducandos dos 1.430 internos do CPP 3 fugiram após iniciarem uma rebelião no dia 24 de janeiro. A situação gerou pânico pela cidade e parte do comércio fechou as portas.
Dois prédios da unidade foram incendiados e boa quantidade dos detentos que abrigava o local precisou ser transferida. Posteriormente, a polícia conseguiu recapturar vários foragidos. Apesar da onda de boatos que invadiu a cidade, não houve reféns e nem mortes.