11 de julho de 2026
Política

801 alunos estudam em imóveis locados

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

A Prefeitura de Bauru tem, atualmente, oito escolas funcionando em prédios alugados ou que precisam ser transferidas, pois as sedes próprias precisam de reforma. Ao todo, 801 estudantes estão matriculados nas unidades que estão em prédios locados, sendo, que, para algumas, o governo já tem previsão de retorno ao local original, enquanto outras não têm data para voltar.

No mês passado, o vereador Carlão do Gás (PMDB) afirmou, na tribuna da Câmara Municipal, que quase dez escolas estão nesta situação. O JC encaminhou pedido à assessoria de imprensa da prefeitura, que confirmou o problema em oito escolas Infantis e de Ensino Fundamental.

Funcionam em prédios alugados a Emei Edna Faina (Parque Vista Alegre), Emei Apparecida Pezzatto (Vila Souto), Vera Lúcia Cury Savi (Nova Esperança) e a Emef Santa Maria, que é da Vila Cardia, mas está em um imóvel na Vila Universitária.

SOLUÇÕES?

Destas escolas, a prefeitura confirma que, no ano que vem, a Emef Santa Maria deve ser transferida para um prédio próprio do município. Atualmente, o local que abriga a escola é um dos aluguéis mais caros pagos pelo município, acima de R$ 20 mil mensais. Recentemente, uma licitação teve que ser feita para manutenção do elevador do imóvel, com custo de R$ 25 mil. Já a volta do Santa Maria ao prédio original, na Vila Cardia, deve ocorrer somente em 2020.

Malavolta Jr./JC Imagem
Isabel Miziara afirma que reformas seguirão no próximo ano

A secretária municipal de Educação, Isabel Miziara, lembra que esta é uma forma de amenizar o impacto da reforma da escola. "O Santa Maria ficará em um imóvel mais próximo do bairro de origem, que é a Vila Cardia, e que é do município. Com isso, vamos economizar bastante, o aluguel é mais de R$ 20 mil por mês. Até a reforma da escola terminar, ficará em um prédio nosso", explica.

A Emei Edna Faina e a Emei Aparecida Pezzatto têm previsão de conclusão das obras dos imóveis próprios em 2019. Para a Emei Vera Lucia Cury Savi, não existe previsão de data ainda.

Há ainda a Emeii Glória Cristina Melo de Lima, no Centro, que funciona desde sua inauguração em imóvel locado, sem previsão de construção de sede própria. Esta unidade também está abrigando, temporariamente, alunos da Emei Stélio Machado Loureiro, do Centro.

NECESSIDADE

Ao JC, a Secretaria Municipal de Educação confirmou que outras três unidades funcionam em prédios próprios, mas que necessitam de reformas e podem, portanto, ser transferidas para outros locais futuramente, próprios ou locados, dependendo da disponibilidade. Estão nesta situação a Emef Waldomiro Fantini (Parque Santa Cândida), a Emef Dirce Boemer Guedes de Azevedo (Parque Bauru) e a Emei Ainda Tibiriçá Borro (Vila Antárctica).

O Plano Plurianual (PPA) 2018-2021 ainda prevê reformas da Emef José Romão (Núcleo Nova Bauru), mas apenas em 2020. A secretária municipal de Educação, Isabel Miziara, afirma que a questão orçamentária impede várias obras ao mesmo tempo, por isso o cronograma coloca algumas entregas apenas daqui três anos. "Tivemos que fazer o planejamento colocando algumas reformas por ano, não dá para fazer tudo de uma vez. No PPA, já estamos considerando várias reformas e também obras novas", menciona.

Secretaria mudará para nova sede neste mês

A Secretaria Municipal de Educação deve mudar para a nova sede no próximo dia 21, na avenida Duque de Caxias, quadra 16. O imóvel foi alugado por R$ 25 mil mensais por dois anos e, segundo a prefeitura, centralizará as atividades que hoje estão espalhadas por quatro prédios, com o custo do aluguel praticamente igual ao que já existe.

Contudo, a adequação está custando quase R$ 100 mil aos cofres públicos. Foram realizadas licitações para ligação de fibra óptica com o Palácio das Cerejeiras (R$ 34.974,35), compra e instalação de 35 aparelhos de ar condicionado (R$ 52.300,00), e de até 229 metros quadrados de persianas (R$ 11.450,00).

Já a licitação para locação de equipamentos de informática e instalação, configuração manutenção e suporte da rede de computadores com tecnologia wifi por dois anos será publicado na edição de hoje do Diário Oficial. O lote foi arrematado por R$ 394.984,00, o que corresponde a pouco mais de R$ 16.400,00 mensais.

Por fim, foi aberta licitação para contratação de empresa de alarme e monitoramento, com disputa de preços no dia 28 de novembro. "Vamos unificar setores que estão espalhados por quatro imóveis, só o almoxarifado não vai para lá. Nesta semana começamos a levar parte dos móveis, semana que vem a mudança continua, e os servidores passarão a trabalhar no novo prédio dia 21 deste mês", aponta a secretária Isabel Miziara.

"O investimento pode parecer alto, mas o preço do aluguel é o mesmo que já pagamos em vários imóveis diferentes. Além disso, o contrato é de dois anos, mas pode ser prorrogado por mais tempo, se necessário", finaliza.