10 de julho de 2026
Esportes

Amador: 50 anos de glórias

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 4 min

Samantha Ciuffa
Valdecir Novais da Silva, Robson Rodrigues e Pasqual Storniolo são da diretoria do Parquinho
Time campeão de torneio em 1 de agosto de 1969. Da esquerda para a direita, em pé, Robertão, Alcides Bianchi, Pulina, Cirso, Geraldino e Tim; agachados: Ratinho, Zangão, Marinho, Romildo e Dorival. Técnico: Roberto Sardinha
Foto tirada antes da partida amistosa contra a Veracruzense, de Vera Cruz, em agosto de 1971. Em pé: Wanderley José Francisco, José Ferreira, João Bidu, Marinho, Lelo, Bom Bril, Zecão, Zuim, Almir, Edinho, Danda, Edinil, ,Norton Madureira, Professor e Nadir Serra; agachados: Pedro Genaro, Zé Cezarino, Alcides Bianchi, Pererê, Varlei, Mexirica, Marinho, Romildo e Butina; Dal Col e Washington Silvestre
Fotos: Arquivo Parquinho
Time de amistoso com o Ferroviário de Curuçá, em 1972: Jogaram: Naninho, Jóia, Cange, Marinho, Paulinho e Claudio; Luiz Carlos, Chapeu, Gordo, Tuta, Pererê e Almir
Equipe em jogo válido pelo Torneio Nivaldo Cardia “As feras de Dal Col”: Butina, Jóia, Valter, Naninho, Marron, Carlinhos Demarchi e Paulo; Talcio, Osmar, Romildo, Zé Cesarino e Heto

15 de novembro de 1967. Há exatos 50 anos, nascia o Parquinho Futebol Clube, o "Orgulho do Parque". Fundado por um grupo de adolescentes formado por Francisco Ramos, Márcio Parreira, Belmiro Parreira, José Álvares, Fátimo Silva e Paulo Salles, que viviam no Parque Vista Alegre, em Bauru, o time de futebol amador herdou o nome do parque infantil, que existia ao lado do campo onde os garotos jogavam bola - hoje, o espaço abriga a Escola Estadual Joaquim Rodrigues Madureira. Ainda no início, o time passou a contar com o apoio de José Silvestre.

Presidente do Parquinho, Valdecir Novais da Silva, o Branco, acredita que o time tenha chegado ao seu jubileu graças à comunidade que o apoia. "Desde o início até meados de 1995, mais de mil torcedores acompanhavam o Parquinho em cada jogo. Inclusive, o Noroeste nos convidava para torcer pelo time", revela. Falando em apoio, a torcida organizada do Parquinho recebeu o apelido de "A Carinhosa", devido à intensidade que atuava em defesa do clube. "Era a maior torcida do futebol amador de Bauru", aponta Branco.

E o time faz jus ao incentivo que recebe. De 1979 a 1990, o Parquinho disputou 12 finais consecutivas da Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA) e conquistou nove títulos, sendo bicampeão, em 1979 e 1980, tricampeão, em 1983, 1984 e 1985, além de tetracampeão, em 1987, 1988, 1989 e 1990. No 1.º turno da LBFA, o time foi heptacampeão, em 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985 e 1986, do Amador Setor 68 da Federação Paulista de Futebol.

Já pela Liga Regional de Futebol Amador (LRFA), o clube foi bicampeão, em 2002 e 2003, bem como tricampeão, em 2006, 2007 e 2008. Quando a LRFA foi extinta, em 2010, o Parquinho passou a jogar pela Copa Semel de Futebol Amador, conquistando o bicampeonato, em 2013 e 2014.

Na Copa Golden Master, realizada com jogadores acima dos 40 anos, o clube foi bicampeão, em 2008 e 2009, além de tetracampeão, de 2011 a 2014.

Em 1986, o Parquinho fez boa campanha na 2.ª divisão do Campeonato Paulista, já que alcançou a marca de 34 jogos invicto, sendo eliminado somente nas semifinais.

O clube também foi gigante no futsal bauruense, uma vez que conquistou o tricampeonato municipal, em 1987, 1988 e 1989, bem como o tetracampeonato do Torneio Aceb, em 1985, 1986, 1987 e 1988.

ONTEM E HOJE

O título mais recente do clube se deu em 2014, quando o Parquinho conquistou o bicampeonato pela Copa Semel. Na ocasião, o time enfrentou o Geisel Futebol Clube, no campo do Noroeste.  "Nós ganhamos de 2 a 0, com público estimado de 5 mil pessoas", relembra Branco. Agora, o Parquinho disputa as semifinais da Copa Semel deste ano.

Para o próximo meio século, o presidente do clube espera que se mantenha a ideia de que só entra em um campeonato, caso saia campeão. Tal lema levou o Parquinho a ganhar uma Moção de Aplausos, proposta pelo vereador Carlão do Gás (PMDB) e aprovada pela Câmara de Vereadores de Bauru, no último dia 6.

CRAQUES

Vários jogadores marcaram época com a camisa do Parquinho. Segundo a diretoria do time, os seus primeiros craques foram o meio-campista Pota e o zagueiro Luiz Madureira - ambos jogaram de 1978 até 1986. Também passaram pelo clube Cilinho, que já jogou pelo XV de Jaú, Santos e no futebol do Japão; o meio-campista Fábio Bocão, que atuou no Oeste de Itápolis e no Taquaritinga; o volante Fernando Baiano, que também jogou no XV de Jaú e no Bahia; o zagueiro Rogério Anastácio, que atuou no Noroeste e no Oeste; o meio-campista Camurça, que jogou no Vocem, de Assis; Baianinho, que defendeu o Uruguai e Noroeste e, hoje, é treinador do máster e amador do Parquinho; Maurício Cosin, que atuou no Noroeste e Porto, de Portugal; entre outros. Hoje, o time possui quatro principais craques: o goleiro Yuri, que jogou no Noroeste e Novo Horizonte; o lateral-esquerdo Marcelo Santos, que é auxiliar técnico do Noroeste e passou por vários clubes da elite brasileira; o meia Ricardo Lopes, que já atuou no XV de Jaú, Portuguesa, Flamengo e Internacional; o atacante Cortez, que disputou o Campeonato Mundial de Clubes pelo time congolês Mazembe e já jogou no Al-Ittihad Kalba, da Arábia Saudita; e o meio-campista Alisson, que também integra o Talentos 10, de Bauru.