11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

'Se vis pacem Parabellum' e 'Homo Homini Lupus'

Paulo Boccato
| Tempo de leitura: 3 min

Sr. editor, o homem é o lobo do homem, é esta é uma verdade onde não cabe sofismas! Sempre o foi e sempre o será pelas mais variadas causas (política de estado, religião, dinheiro, ideologias etc.) sendo que alguns indivíduos - verdadeiras bestas feras - se movem sem aparente motivação alguma senão pelo simples "prazer" mórbido de ao outro causar o mal... há um brocardo romano, "homo homini lupus", provado pela história da humanidade em suas diferentes eras e que a isto, infelizmente, comprova até hoje. A negação disto seja por ingenuidade, falta de informação e cultura ou mera necessidade íntima de crer em algo diferente, varia entre a sorte pessoal e/ou alienação deliberada a depender de cada um! Seja como for, é uma fórmula certa para a criação de vítimas pessoais ou coletivas.

O terrorismo organizado ou isolado, homicidas ocasionais ou contumazes, isto também sempre existiu e novamente, infelizmente, sempre continuará a existir sendo, que ao meu ver, a única diferença do passado para os dias atuais é a repercussão que a isto se dá na velocidade que a tecnologia proporciona onde não raramente, sem o devido tratamento pela imprensa (ela mesma auto pautada por uma esquizofrenia deliberada e auto acabrestada pela imposiçãodo atual politicamente-correto), tais eventos são tratados com ares de 'espanto'!

O Homem é o Lobo do Homem, e algo que a esta verdade minimiza é o grau de evolução do homem, do indivíduo, em sua própria era de existência e sociedade e igualmente a depender da eficácia das leis e a certeza da punição na aplicação destas e nem mesmo assim, isto jamais foi, será ou valeu de garantia alguma para pessoas ou coletividades. Vale para nações, grupos ou pessoas singulares.

De minha parte, enquanto mero cidadão, pessoa, indivíduo integrante desta civilização, sem abrir mão de minha humanidade e da noção de certo e do errado, do que é cristão, justo e de direito, tento fazer minha parte mantendo-me fiel às leis ainda que sejam falhas e atento ao credo de ao outro mal não fazer porém, igualmente não abro mão do meu natural direito a autodefesa por armas e aí vai outra máxima do romanismo que diz 'somente um homem bom empunhando sua espada poderá deter a um outro homem mau que uma espada empunhe'.

Leis que retiram dos bons qualquer espada apenas reduzem homens a ovelhas tornando-os presas fáceis e certas de lobos que agem isolados ou em grupos dando a estes a certeza que as vítimas não possuem dentes...

Por último, sobreviver é luta! A paz não cai do céu, não vem por mero desejo infantil de ordem romântico-religiosa, de harmonia utópica coletiva ou pessoal, mas é uma construção, um esforço pessoal e íntimo que organizado em sociedade exige sacrifício de cada um, uma luta renhida por este signo positivo e que ao meu ver nas democracias reais sustenta a liberdade pessoal e coletiva... eu também quero paz, mas sei que isto exige luta e vigilância.

'Se vis pacem Parabellum'. Traduzindo, se queres a paz prepara-te para a guerra.