08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Gestão escolar

Leda Fernandes Michellão (diretora de escola aposentada)
| Tempo de leitura: 2 min

O gestor escolar é a alma da escola. Escola essa que deve ter cara, referência e excelência. A escola não é anônima, pois é conhecida pela sua gestão democrática e participativa e pelo entrosamento com seu entorno. Dirigir escola é gerenciar pessoas e equipes, porque os problemas educacionais são complexos, em vista do que demandam visão global e abrangente, assim como ação articulada, dinâmica e participativa. Sendo assim, tem como pressuposto energia e competência, pois é preciso ter uma visão de conjunto, como afirma Heloisa Luck, especialista nessa área.

Não é a ferramenta que é importante na organização humana, mas a anergia que a move e a inteligência que a orienta. A escola cujo diretor (a) é um líder, pois sabe tomar decisões, gerenciar conflitos, que possui conhecimentos pedagógicos e administrativos e faz com que a equipe escolar sinta-se segura, confiante e entusiasmada. Toda a equipe escolar tem que ser valorizada, ouvida, ter voz e capacidade para montar projetos no sentido de sanar possíveis obstáculos a uma educação de qualidade.

O clima escolar e o clima da sala de aula convergem para uma atmosfera de encorajamento, altas exigências, tratamento pessoal, liderança do diretor, que tem seu papel estratégico e do corpo docente cordialidade, disciplina, relações mais próximas com a família e com os alunos. Uma ambiência democrática (não populista), certo grau de consenso entre os professores, ordem, forte interesse pelos alunos, foco nas atividades educacionais e constante acompanhamento e avaliação dos resultados, como atributos de uma escola efetiva.

O gestor escolar é a alma da escola e sem a liderança dele transforma a mesma num edifício sem alma. Deve haver, portanto, mobilização dinâmica, ação articulada, tendo como pressuposto energia e competência, pois é preciso ter pelos alunos foco nas atividades educacionais e constante acompanhamento e avaliação dos resultados como atributos de uma escola efetiva.

A questão da autoridade do diretor é preciso salientar que autoridade não se impõe, se conquista com ética e competência e, como disse Paulo Freire, faz-se necessário dar testemunho. Desvelar, analisar de forma ética, o jogo de influências inter-pessoais e seus objetivos implícitos, e perceber que a pessoa humana, em si mesma, constitui um valor que não pode ser instrumentalizado.

Espero que essas reflexões possam contribuir para corroborar a indignação da professora Fernanda P. M. Jasinevicius, da E.E Stela Machado (publicado aqui em 12/11/17.

Talvez não tenhamos conseguido fazer o melhor.

Mas lutamos para que o melhor fosse feito.

Não somos o que deveríamos ser,

Mas, graças a Deus,

Não somos o que éramos. (Martin Luther King)