10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Prefeitura de Bauru - ponto facultativo

Israel Batista de Oliveira
| Tempo de leitura: 2 min

Nesta semana tivemos o "Dia da Consciência Negra", feriado em diversas cidades, mas não na cidade de Bauru. Mesmo assim, nossa Prefeitura concedeu aos seus funcionários a possibilidade de usufruir do tão famigerado "ponto facultativo", uma excrescência que não cabe mais em nossos dias. Como justificar a dispensa de funcionários quando a prefeitura entrega serviços tão ruins, solicitando prazos absurdos para realizar serviços simples como uma atualização de cadastro. Por exemplo, para efetuar um desdobro de terreno e emitir a certidão, o prazo é de 45 dias úteis, algo em torno de 60 dias corridos! Um absurdo nos dias hoje, quando os serviços estão todos automatizados.

Agora, vamos imaginar o prejuízo em cadeia, pois a demora atrasa a realização de negócios importantes para a cidade. Este mesmo serviço é fornecido na Prefeitura de S.J.Rio Preto em um prazo médio de 25 dias corridos, ainda alto para os padrões atuais, mas em metade do tempo do que em nossa prefeitura. Se o problema é excesso de demanda, então o ponto facultativo não se justifica.

Dependendo do assunto a ser tratado em nossa prefeitura, o contribuinte é direcionado ao "plantão fiscal", que funciona em alguns períodos do dia: se você precisa de uma informação do setor entre 12h e 13h ou após as 16h, não vai conseguir.

Que eu saiba, a palavra plantão se encaixa a uma situação de exceção e não a dias normais de atendimento. Por que a prefeitura não pode atender a quem paga suas despesas em horário comercial? Já passou da hora de continuarmos a relacionar os serviços públicos à baixa qualidade, falta de gestão e ausência de compromisso com a sociedade.

Precisamos repensar a administração pública para que esta realmente sirva a sociedade dentro de suas necessidades. Temos que eleger governantes que não tenham medo de atacar os problemas em sua origem, ou seja, focar no fornecimento de um serviço digno desta absurda carga tributária que nos oprime. Se a ideia é destravar, por que não começar pelas coisas simples?