| Bruno Freitas |
| Funcionários trabalharam durante todo o dia na quadra 5 da Comendador José da Silva Martha |
A adutora da avenida Comendador José da Silva Martha, em Bauru, rompeu, novamente, nessa quarta-feira (29). Desta vez, o problema foi identificado na quadra 5 da via. Trata-se do terceiro rompimento em quatro dias na mesma tubulação, que é responsável por conduzir o líquido da Estação de Tratamento de Água (ETA) até o reservatório da Praça Portugal e, assim, abastecer 42 mil imóveis situados na zona sul e área central da cidade.
Com o novo problema dessa quarta, mais uma vez, moradores e estabelecimentos dos bairros Altos da Cidade; Jardim Estoril 1, 2, 3 e 4; Jardim Europa; Vila Universitária; Jardim América; e parte do Centro ficaram sem água.
Conforme o JC noticiou, a mesma adutora rompeu na última sexta-feira e foi consertada no sábado. No dia seguinte, voltou a ter nova ruptura, fazendo com que o final de semana fosse de "seca" para muitos bauruense.
Quando o novo conserto veio e tudo parecia ter sido normalizado, ocorreu o terceiro problema seguido. De acordo com o DAE, o mais recente rompimento ocorreu na madrugada dessa quarta (29), por volta de 3h, e os reparos começaram às 8h.
SERVIÇOS CONCLUÍDOS
Os serviços foram concluídos por volta das 18h e a previsão é de que o abastecimento seja normalizado na manhã de hoje. Por isso, o DAE pede aos moradores das regiões afetadas que continuem economizando água e, se necessário, solicitem caminhões-pipa pelo 0800-7710195 (para ligações de telefones fixos) ou 3235-6110/6140 (para celulares).
LONGE DA SOLUÇÃO
Em reportagem veiculada nesta segunda-feira no JC, o presidente do DAE, Eric Fabris, disse que os problemas sequenciais ocorrem porque a adutora possui mais de 50 anos e é feita de fibrocimento, material considerado frágil, diante da atual pressão da rede.
A troca pela tubulação de ferro dúctil tem sido realizada pela autarquia somente nos trechos em que há rupturas e quando elas acontecem. Para fazer a substituição total da adutora, seria necessário um valor estimado R$ 1,5 milhão.
O presidente DAE confessa que, hoje, não dispõe dessa verba. Ele acredita que o montante possa ser encaixado no orçamento do ano que vem. Ainda assim, seria algo somente para o segundo semestre.