| Douglas Reis |
O Vôlei Bauru terá parceria com o Sesi a partir de 2018, conforme o JC antecipou na última quarta-feira, e de quebra a entidade ainda construirá um ginásio para 5 mil pessoas em Bauru, na área do Sesi do Horto Florestal. Os anúncios foram feitos nessa sexta-feira (1), em evento na sede da OAB-Bauru, reunindo autoridades, imprensa e esportistas.
A possibilidade do Sesi investir na construção do tão sonhado ginásio de esportes em Bauru vinha sendo costurada há algum tempo e ganhou força nesta semana. Ontem, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi, Paulo Skaf, bateu o martelo e afirmou que até a metade de 2018 já terá um projeto definido.
Em seguida, devem começar as obras, em área anexa ao Sesi do Horto, com investimento de R$ 10 milhões e previsão de conclusão até o final de 2019. A notícia foi muito comemorada, com aplausos de todos os presentes no auditório lotado. Até lá, o Vôlei Bauru e o Bauru Basket continuarão atuando no ginásio Panela de Pressão, que é locado pela prefeitura junto ao Esporte Clube Noroeste. O presidente do Vôlei Bauru, Reinaldo Mandaliti, e do Bauru Basket, Beto Fornazari, cumprimentaram Skaf pela iniciativa.
FINAIS
Skaf foi informado que, apesar da cidade contar com times na elite nacional do vôlei e do basquete, ainda não possui um ginásio com capacidade para abrigar as finais da Superliga e do Novo Basquete Brasil (NBB), além de jogos de maior apelo. Prontamente, ele declarou que o Sesi vai bancar a obra. "Vamos iniciar os estudos para ter um projeto até a metade do ano que vem, e depois começar a construção. Além do vôlei, o basquete e outras modalidades poderão jogar lá", afirmou.
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) destacou que o município está disposto a ajudar no que for necessário. "Como a gente já tinha pronto um projeto de construção do ginásio, vamos conversar com o Sesi, até para alguma parceria se for o caso. A gente pode buscar recursos fora, como no governo federal ou junto à iniciativa privada, e incrementar a obra. O local pode ser no próprio Sesi, como eles colocaram, ou em outra área, como a Nações Unidas Norte. São possibilidades que vamos levar para eles no sentido de ajudar", reiterou.
O projeto citado por Gazzetta é o do arquiteto bauruense Cláudio Ricci, feito após um concurso na Assenag, em 2014. Trata-se de um projeto completo, com a parte hidráulica, arquitetônica, elétrica e estrutural prontas. Como a construção será realizada pelo Sesi, que é uma entidade privada, o ritmo das obras pode ser rápido, pois não depende de trâmites comuns ao setor público, como licitações.
VÔLEI QUER TÍTULOS
| Fotos: Neide Carlos/Vôlei Bauru |
Ao mesmo tempo em que terá um novo ginásio, a cidade ganha mais força no time feminino de vôlei. Toda a estrutura do Sesi será deslocada de Santo André para Bauru. Primeiro, com as categorias de base, que serão montadas a partir de fevereiro, aproveitando atletas que já atuam no projeto atual, na Grande São Paulo, e com jogadoras da região.
Já o time principal passará a ser Sesi/Vôlei Bauru a partir de maio de 2018. Até o final da atual edição da Superliga, Bauru continuará jogando sem o nome do novo parceiro e o Sesi terminará a disputa com sua equipe em Santo André. A partir da metade do ano que vem, a fusão se concretiza e a equipe do Sesi/Vôlei Bauru promete brigar por títulos.
Paulo Skaf afirmou que o time terá receita de R$ 5 milhões por ano. "Vamos brigar por título no Estado, no Brasil, podendo ser uma referência até internacional. O Sesi procura investir em pessoas, e faz isso no esporte. Escolhemos Bauru pela tradição que a cidade tem no vôlei e no esporte em geral", frisou Skaf. "Viemos para ficar, é uma parceria para muitos anos, um exemplo disso é o judô, na qual começamos em 2009 aqui em Bauru e hoje o Sesi é uma referência nacional. Nossa intenção é fazer o mesmo com o vôlei", completou.
Com a ideia de brigar com força pelos títulos Paulista e da Superliga, a partir da próxima temporada, o futuro Sesi/Vôlei Bauru vai analisar nomes no mercado e jogadoras que estão no atual projeto podem seguir. "Para quem já está aqui, não muda nada agora. Nosso time vai jogar a Superliga até o final, acredito que nossa equipe pode crescer e chegar até entre os quatro melhores nesta temporada. E é uma chance a mais, tenho certeza que as jogadoras se dedicarão muito em quadra, querendo seguir no Bauru na temporada que vem", afirmou o presidente do Vôlei Bauru, Reinaldo Mandaliti.
AUTORIDADES
O evento nessa sexta-feira (1), na OAB, teve a presença do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), dos secretários Luís Faustini (Esportes), Isabel Miziara (Educação), Aline Fogolin (Desenvolvimento Econômico), Luiz Fonseca (Cultura) e Carlão Fernandes (Sebes). O vereador Manoel Losila (PDT) representou a Câmara Municipal na mesa e os vereadores Roger Barude (PPS), Miltinho Sardin (PTB), Coronel Meira (PSB), Natalino da Silva (PV), Serginho Brum (PSD), Markinho Souza (PP) e Fábio Manfrinato (PP) também participaram.
"É uma grande conquista para a cidade, tanto esse aporte no vôlei, que brigará por novos títulos, e o tão sonhado ginásio", afirmou Manfrinato, presidente da Comissão de Esportes da Câmara. Ainda prestigiaram a solenidade o diretor do Sesi Bauru, Clóvis Cavenaghi, os diretores do Ciesp e Fiesp em Bauru, Domingos Malandrino e Zeca Simonelli; o coronel Airton Martinez, do CPI-4 e o coronel Flávio Kitazume, do 4º BPM-I.
ESTRANGEIRAS E COMISSÃO TÉCNICA
Até o final da Superliga atual, nada muda e o elenco do Vôlei Bauru segue o mesmo. Para a temporada 2018/19, com a parceria do Sesi, a tendência é que atletas estrangeiras tenham menos espaço, pois é uma política do Sesi incentivar a contratação de jogadores brasileiros. "A gente procura fazer isso em todas as modalidades", mencionou Skaf.
Já o presidente do Bauru, Reinaldo Mandaliti, citou que o elenco pode contar com alguma estrangeira, eventualmente. "São situações que podem ser avaliadas. O Sesi de fato prioriza atletas do Brasil, mas se no mercado não tiver, naquela posição, nenhuma brasileira do mesmo patamar, podemos ter uma estrangeira no elenco", disse. Atualmente, a equipe conta com a ponteira cubana Yoana Palacio e com a líbero dominicana Shara Venegas, que seguem normalmente até o final da temporada.
Com relação à comissão técnica, Mandaliti enfatiza que será criado um comitê de trabalho integrado entre Sesi e Vôlei Bauru para avaliar com calma os nomes que vão compor a comissão. Atualmente, Fernando Bonatto é o treinador do time bauruense. "Isso é algo que ainda será definido. O técnico pode ser ele (Bonatto) ou outra pessoa. Não dá para dizer agora. A montagem da comissão técnica e, depois, do elenco terá esse trabalho de análise das duas partes, Sesi e Bauru", concluiu. O dirigente bauruense ainda lembrou que ele e seus irmãos Rodrigo e Renato estudaram por muitos anos no Sesi, onde sua mãe Maria Rondina também lecionou por 35 anos. "O Sesi já faz parte da vida da gente", completou.