O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) deflagrou, nessa terça-feira (5), a Operação Fumaça com o objetivo de desarticular organização criminosa que praticava extorsão, corrupção passiva e concussão, dentre outros crimes.
Ao longo da investigação descobriu-se que os acusados identificavam potenciais vítimas dentre empresários que eram investigados criminalmente. O grupo prometia que iria interceder junto a autoridades públicas do sistema de Justiça penal para resolver as pendências criminais de suas vítimas e forjava mandados de prisão e notícias sobre operações do Gaeco contra suas vítimas prometendo que as ordens de prisão e operações seriam suspensas caso os valores exigidos fossem pagos.
Além do Gaeco, inclusive de Bauru, a ação contou com apoio da Polícia Militar, da Corregedoria da Polícia Civil e da Receita Federal. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva em face de advogados, empresários e executivos e três mandados de condução coercitiva, dois deles contra agentes públicos. Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Rio Claro, Piracicaba, Itu, Piraju, Avaré e São Paulo.