O Tribunal Federal Regional da 4ª Região marcou o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex para o dia 24 de janeiro de 2018. Nessa terça-feira (12), o desembargador Leandro Paulsen, que integra a corte, tinha pedido à secretaria da 8ª Turma que marcasse a data para o julgamento. Paulsen, que é o revisor do voto do desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do caso, levou seis dias úteis para avisar que o processo já poderia entrar em pauta.
O caso de Lula tem tramitado em tempo recorde no tribunal, segundo apurou a reportagem. Foram 42 dias entre a condenação e o início da tramitação do recurso na segunda instância. O relator Gebran Neto, por exemplo, levou 36 dia úteis para finalizar seu voto. Foi o trâmite mais rápido entre todas as apelações da Operação Lava Jato com origem em Curitiba. Os advogados de Lula pediram ao tribunal a ordem cronológica dos recursos de apelação desde a data da entrada até da apelação do petista. "Pelo levantamento que fizemos, foi uma tramitação recorde. O que está em discussão é a isonomia de tratamento dada a Lula. Ele deveria ser tratado como todos os outros réus", diz Cristiano Zanin, advogado de Lula.
A reportagem confirmou a informação no gabinete do desembargador Paulsen. Segundo a assessoria do magistrado, ele de fato já pediu data para o julgamento. Seu voto, no entanto, pode mudar até o dia da sessão, esclareceu a equipe do desembargador. Em nota divulgada na noite desta terça, Cristiano Zanin Martins disse que "espera que a explicação para essa tramitação recorde seja a facilidade de constatar a nulidade do processo e inocência" do ex-presidente.