11 de julho de 2026
Regional

Presidente da Câmara nega perseguição política em cassação


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Câmara de Piratininga/Divulgação
Presidente da Câmara, Wander Rodrigues, diz que vereador cassado teve direito a ampla defesa

O presidente da Câmara de Piratininga, Wander Luis Rodrigues, contestou nessa quarta-feira (13) os moradores que protestaram contra a cassação do mandato do vereador Halim Saad Farha Neto (PTB) por falta de decoro.

A manifestação pacífica ocorreu na última terça-feira (12) no prédio do Legislativo por um grupo com faixas de apoio ao petebista. Por seis votos a dois, em sessão extraordinária realizada na noite do dia 17 de novembro, a Câmara cassou o mandato do petebista.

Para a maioria da Câmara, o vereador cometeu falta de decoro parlamentar por ter sido indiciado por crime por falsificação de documento público de um boletim de ocorrência de acidente de trânsito. O vereador se envolveu em uma acidente e compareceu na delegacia apresentando veículo diverso daquele do acidente.

Wander afirmou que o vereador acusado teve direito a mais ampla defesa durante a tramitação da Comissão Processante. "Não houve perseguição política como alegou uma das líderes do movimento. O vereador foi indiciado pela Delegacia Seccional por falsificação de documento. Quem fez a denúncia foi a vítima do acidente de trânsito", declarou. De acordo com o presidente, o vereador acusado tentou suspender a sessão pela via judicial e não conseguiu.

A vereadora que presidiu a CP, Carmen Arroyo, afirma que o decoro se reveste de retidão no comportamento do ser humano, não havendo distinção se homem público ou não, ao rebater a declaração de que o fato não se referia a ato no exercício do mandato. "E neste caso ficou esclarecido que o vereador praticou crime que envolveu as Polícias Civil e Militar, maculou a imagem desta Câmara, bem como falseou documento público, cabendo-lhe, portanto, e por fim com a perda de seu mandato", declarou a parlamentar.