10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

EM MIANMAR, O POVO ROHINGYAQUE O MUNDO ESQUECEU

Jose Pedro Naisser - Humanista
| Tempo de leitura: 2 min

Nunca na história da humanidade e em pleno século XXI se viu tanta injustiça contra os povos indefesos, como o rohingya, em Mianmar. O mundo assiste ao vivo e a cores essa brutal tragédia, com violência física e sexual, conforme denunciou a ONG Médicos Sem Fronteiras. Mais de 700 crianças foram abusadas sexualmente. Na reportagem, vemos filas quilométricas de pessoas fugindo para Bangladesh. Ao contrário de Moisés, rumo à Terra Prometida, eles saíram expulsos dos seus lares, onde por séculos viveram em paz entre muçulmanos e budistas. Estamos encaminhando ao Comitê do Nobel da Paz em Oslo para retirarem o Prêmio de Nobel da Paz de 1991 da ex-ativista Aung San Suu Ky, primeira-ministra do regime de origem budista, que nada tem a ver com a bem-aventurança de Budha. Ela, no estilo Pôncio Pilatos, lavou as mãos e nada faz para evitar essa tragédia humanitária.

Esse é o mundo hoje, onde as intolerâncias raciais, religiosas e imigratórias estão acima dos atos de solidariedade. Os governantes lavam as mãos e o povo sofre.

Por aqui, nosso povo brasileiro sofre também com a pandemia de corrupção em todos os níveis, federal, estadual e municipal, sem falar nos 13 milhões de desempregados que este ano não terão a visita do Papai Noel, enquanto os donos do poder estão encastelados nos palácios e mansões governamentais.

Michael Jackson tinha razão quando disse que "os Governantes não ligam para nós". Pura verdade. Em plena era dos horrores e das incertezas, eles se omitem, como agora.

Pena que até a visita do Papa Francisco em nada ajudou com relação à perseguição do rohingyas. Foi obrigado a não pronunciar o nome rohingya, porque daí os perseguidos seriam os cristãos de Mianmar. Outra vergonha para a Aung San Suu Ky, que é budista. A essa altura, seu espírito deve estar se chacoalhando no túmulo. Ele que pregava e propagava a igualdade e o convívio pacífico entre os povos de sua época.