08 de julho de 2026
Regional

Sem salários, funcionários do Thereza Perlatti entram em greve

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Paulo Grange/Divulgação
Funcionários de diversos setores do Hospital Thereza Perlatti cruzaram os braços nessa segunda-feira (18)

Nesta segunda-feira (18), funcionários do Hospital Thereza Perlatti de Jaú (47 quilômetros de Bauru) cruzaram os braços em razão do atraso no pagamento do salário de novembro e parte da primeira parcela do 13º salário. O sindicato da categoria informou que está cumprindo o percentual mínimo previsto em lei de 30% dos trabalhadores na ativa e que o atendimento aos pacientes não está sendo prejudicado.

A greve foi aprovada pelos funcionários do hospital em assembleia realizada na última quarta-feira (13) e, no dia seguinte, a direção da entidade foi notificada sobre o prazo de 72 horas para início da paralisação. Conforme divulgado pelo JC, os trabalhadores não receberam o salário de novembro, que deveria ter sido pago até o quinto dia útil de dezembro, e os 60% restantes da primeira parcela do 13º.

Na semana passada, o diretor-executivo do hospital, Sandro Renato Oliveira, disse que o Estado não repassou até o fim de novembro os R$ 350 mil referentes ao atendimento dos pacientes psiquiátricos de 68 cidades da macro-região de Bauru. "Dependemos 100% do valor recebido pelos serviços prestados para que possamos honrar compromissos com colaboradores e fornecedores", explicou.

Ontem, a encarregada do setor financeiro do Thereza Perlatti, Ana Caroline Farinelli, revelou que essa situação permanece indefinida. "A gente entrou em contato com a Secretaria da Saúde hoje (ontem) e eles disseram que vão pagar ainda em dezembro, mas que não têm a data precisa", afirma. "A gente infelizmente, também fica sem poder dar uma posição correta para os funcionários".

INDEVIDO

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde voltou a dizer que faz repasses voluntários ao Hospital Thereza Perlatti e que ele é um serviço privado, responsável pelo pagamento de seu quadro de funcionários. "É indevido atribuir ao Estado essa competência, uma vez que os recursos dos convênios são destinados a auxiliar no pagamento de atendimentos, e não da folha de pagamentos", cita. "A pasta honra os compromissos firmados com a unidade e ainda neste mês deverá repassar mais R$ 350 mil à unidade. Desde 2014, o Governo do Estado repassou voluntariamente, por meio de convênios, cerca de R$ 14 milhões ao hospital e ainda estão previstos outros R$ 9 milhões nos próximos dois anos, com a finalidade de auxiliá-lo a enfrentar o subfinanciamento federal na área da saúde".

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Jaú e Região (Sindsaúde), Edna Alves, afirmou ontem que o percentual mínimo de 30% dos trabalhadores em atividade está sendo respeitado durante a greve. "Além dos 30%, estamos mantendo 50% dependendo do setor", anuncia. "O problema é que a escala deles não bate porque tem funcionário que já pediu demissão e alguns estão de férias e afastados por doença". Ela também garantiu que o atendimento não está sendo prejudicado. "O atendimento dos pacientes está correndo na mesma rotina do dia a dia", afirma.