10 de julho de 2026
Esportes

Retrospectiva: O ano dos 4 grandes


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Estadão Conteúdo
Fábio Carille fez o time “voar” na primeira parte do Brasileirão e levantou o caneco mesmo com queda na segunda fase

Campeão paulista e brasileiro, com direito à segunda maior série invicta da sua história em meio às duas competições, o Timão colocou a atual temporada como uma das melhores de toda a sua história.

INÍCIO 

Sem conquistas nem vaga na Libertadores em 2016, ano que terminou com a demissão de Oswaldo de Oliveira, o Alvinegro resolveu fazer algumas apostas para 2017. Ainda em dezembro, acionou o auxiliar Fábio Carille para o seu primeiro trabalho como treinador, dando-lhe uma chance.

Junto do técnico novato, chegaram nomes como o centroavante Jô, em busca de uma redenção após anos esquecido do futebol, e o zagueiro Pablo, desconhecido defensor que estava no futebol francês. Além deles, uma integração com as categorias de base foi a saída para posições específicas, abrindo espaço para a titularidade do lateral esquerdo Guilherme Arana e do volante Maycon.

Depois de uma participação razoável na Copa da Flórida e um amistoso pouco animador com a Ferroviária, o time de Fábio Carille estreou oficialmente na temporada com uma vitória por 1 a 0 sobre o São Bento, contando com um gol do centroavante Jô. Mal sabiam os corintianos, mas aquele cenário seria repetido diversas vezes durante a temporada.

Errante no início, a equipe chegou à quinta rodada pressionada para enfrentar o então campeão brasileiro Palmeiras, dentro de casa. Em dia de um erro enorme da arbitragem, ainda viu sua situação piorar quando Gabriel foi expulso injustamente, levando amarelo ppr falta cometida por Maycon.

O que parecia ser cenário de tragédia, no entanto, transformou-se na construção do time vencedor que se seguiria a partir dali. Brigador, o Timão segurou a pressão do rival e, em escapada já na parte final do jogo, Jô recebeu cara a cara com Fernando Prass, tirou do goleiro e confirmou o heroico triunfo por 1 a 0.

O próprio Carille reconheceu durante a temporada que aquele jogo marcou uma "virada" na confiança da equipe, que se estendeu para as partidas seguintes. Em novo clássico, outro 1 a 0 com gol de Jô, dessa vez sobre o Santos. Ao mesmo tempo, o time passava pelas fases iniciais da Copa do Brasil, uma delas nos pênaltis, contra o Brusque, evitando que um vexame atrapalhasse a vida da equipe.

SÉRIE INVICTA 

Na busca por dar rodagem aos seus jogadores, Carille aproveitou a vaga assegurada no Paulista para premiar nomes pouco usados, como os meias Giovanni Augusto e Guilherme, além do recém-promovido Pedrinho, na partida contra a Ferroviária. O resultado, porém, só confirmou que o time titular era mesmo o ideal, com o time de Araraquara vencendo por 1 a 0 o Alvinegro, último revés antes de uma sequência histórica.

Depois daquilo, o clube do Parque São Jorge embalou, fechou a primeira fase do Paulista e iniciou uma série de mata-matas, tanto pelo Estadual quanto pelas Copas do Brasil e Sul-Americana. Quase sempre empatando. Mas levou o Paulistão, contra a Ponte.

IRRETOCÁVEL 

O embalado Corinthians parecia ter perdido o gás na primeira rodada do Brasileiro, quando apenas empatou por 1 a 1 com a Chapecoense, em jogo aberto. Mais descansado nas semanas seguintes, porém, foi capaz de emendar seis vitórias consecutivas, incluindo dois clássicos (Santos e São Paulo), assumindo uma liderança que não deixaria até o final da competição.

O ritmo corintiano seguiu intenso até o encerramento do turno, invicto com 47 pontos conquistados. O segundo turno veio com queda. A equipe oscilou muito. Mas os adversários também não renderam o suficiente para tirar a liderança. O Timão retomou o caminho das vitórias na reta final e levantou o caneco.

E AGORA?

Passada a superação, o Corinthians entra em 2018 com algumas perguntas a responder, principalmente sobre como lidará ao ser o favorito para os torneios que disputar, condição que lhe foi poucas vezes concedida até então. Com jogos desde o dia 10 de janeiro, pela Copa Flórida, a equipe terá de se impor sobre quem quiser "carimbar a faixa" do campeão.