Nos dias 8 e 9 de dezembro (sexta e sábado) ocorreu, na USC, um encontro antimanicomial. Muito interessante e produtivo. Lá se encontraram pessoas da região de Bauru que tratam ou são tratadas com problemas mentais. Seja uma depressão ou uma esquizofrenia. E eu, como pessoa com deficiência, fui participar.
Houve uma abertura com responsáveis da área fazendo apresentação do encontro e uma explanação sobre a situação das pessoas portadoras de deficiência. A seguir, rodas de conversa sobre os problemas mentais e seus desdobramentos, como internação e medicação.
Eu participei do primeiro dia, onde foi falado muito sobre e suas consequências. E, por muita coincidência, um dia antes do evento, um vizinho meu foi posto na rua por transtornos mentais; os psicólogos da rede (SUS) que me atendem entraram em férias! E meu pai, que toma remédio por ter um começo de derrame, falou que ingerir álcool com medicamento não faz mal.
Bem, apesar disso tudo, eu concluí no evento que as terapias psiquiátricas estão engatinhando frente ao nosso mundo enfermo por cura. A psicanálise de Freud tem apenas 100 anos e a primeira turma formada em psicologia na USC é de 86. Espero que haja mais empenho nesta área, visto que o encontro foi de âmbito estadual e movimentou muitos profissionais e pacientes.
O encontro foi basicamente antimanicomial, e contra qualquer tipo de encarceramento. Mas uma consciência que se faz necessária é o tratamento, a medicação e o acompanhamento médico. Seja um dependente de álcool e drogas, seja um esquizofrênico como eu. Afinal, pode-se viver uma vida normal com o devido tratamento.