| Facebook/Reprodução |
| Página do Facebook anunciava as atrações da excursão |
O que era para ser um período de diversão e descanso se transformou em uma grande dor de cabeça para 65 pessoas da região de Bauru que pretendiam passar o Natal em Cabo Frio (RJ).
Após contratarem um pacote com uma mulher que organizava excursões rodoviárias em Igaraçu do Tietê, os turistas ficaram sem hospedagem quando chegaram ao destino.
Não se trata da empresa Águia Viagem e Turismo, devidamente credenciada pela Embratur para prestar serviços na cidade.
Conforme a reportagem do Jornal da Cidade apurou, contratantes de Barra Bonita, Bauru, Botucatu, Igaraçu do Tietê, Jaú e Lençóis Paulista foram vítimas da mulher, que até viajou junto com o grupo, mas deixou a cidade carioca um dia depois, sem avisar seus clientes.
Pelo passeio, cada um deles pagou R$ 1.150,00, com direito ao transporte de ida e volta, estadia em uma pousada, café da manhã, ceia de Natal e passeios em Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios.
A viagem tinha data prevista de saída no dia 20 de dezembro, mas o grupo só partiu para o destino dois dias depois, a pedido da responsável pela viagem, que alegou que seu pai havia sofrido um acidente de trânsito em Minas Gerais.
Segundo informações de moradores de Bauru e Jaú, após um percurso de 15 horas de ônibus, o grupo chegou a Cabo Frio na tarde de sábado, quando descobriu que a agenciadora não havia pagado o valor da hospedagem combinado com a pousada.
NA POUSADA
"O dono da pousada contou que ela quis pagar parte dos R$ 33 mil devidos em cheque e que o restante só seria quitado na terça-feira. Ele ainda deixou todo mundo pernoitar de sábado para domingo, mas, depois, quem não tinha dinheiro para pagar a diferença teve que voltar para casa", lamenta um turista de Jaú.
Segundo ele, aproximadamente metade das pessoas decidiu abortar a viagem e retornar com o ônibus da empresa de transporte contratada pela agenciadora, que também não teria recebido todo o valor do serviço. Vários moradores da região registraram boletim de ocorrência (BO) contra a responsável pela viagem por estelionato. A reportagem tentou contato com a mulher, mas o número informado em sua página de viagens no Facebook estava indisponível.