11 de julho de 2026
Regional

Funcionários de hospital em Jaú ficam mais um dia sem salário

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O repasse estadual aguardado pelo Hospital Thereza Perlatti de Jaú (47 quilômetros de Bauru) nessa quinta-feira (28) para pagar salários de novembro não ocorreu até o final da tarde e, por mais um dia, os funcionários - que estão em greve desde o último dia 18 - tiveram que voltar para casa sem pagamento.

O hospital tinha a informação de que o Estado depositaria até ontem os R$ 350 mil que deveriam ter sido transferidos até o fim de novembro para cobrir os custos com atendimento dos pacientes psiquiátricos de 68 municípios da macro-região de Bauru.

Após conversar com funcionários da Secretaria Estadual da Saúde, o vereador João Pacheco (PSDB) postou em sua página no Facebook que repasse estadual no valor de R$ 332.992,00 seria efetuado na conta do Thereza Perlatti até as 16h.

Por volta das 17h40, a reportagem entrou em contato com o diretor-executivo da entidade, Sandro Renato Oliveira, mas ele informou que o dinheiro ainda não havia sido repassado. "Nós já estamos com a nossa folha de pagamento engatilhada", declara.

Segundo ele, se a transferência ocorrer até as 14h de hoje, apesar do recesso bancário, é possível efetuar transação via Internet. "Quando entrar o dinheiro, a gente faz o processo bancário para que os valores já entrem na conta dos funcionários", explica.

NÃO INFORMOU

O JC questionou a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde sobre o repasse, mas, apesar de enviar nota à redação, a pasta não informou se ele havia sido feito nessa quinta-feira (28) ou não. "A pasta honra os compromissos firmados com o hospital", diz.

"Desde 2014, o Governo do Estado repassou voluntariamente, por meio de convênios, mais de R$ 14 milhões à unidade, que receberá ainda outros R$ 9 milhões, nos próximos dois anos, com a finalidade de auxiliá-lo a enfrentar o subfinanciamento federal na área da saúde".

Além do salário de novembro, que deveria ter sido pago até o quinto dia útil de dezembro, os funcionários do hospital psiquiátrico reivindicam o pagamento dos 60% restantes da primeira parcela do 13.º salário e da segunda parcela do benefício.

ALTAS

Ontem, profissional que trabalha no Thereza Perlatti postou mensagem em rede social dizendo que havia recebido uma orientação da direção clínica para dar alta para o maior número possível de pacientes com o objetivo de esvaziar os leitos das enfermarias.

O diretor-executivo do hospital revela que cerca de 30 pacientes tiveram alta nos últimos dez dias, mas nega essa suposta orientação. "As altas que foram dadas eram programadas. Se você pegar o histórico do hospital de anos anteriores, sempre nesta época de Natal e Ano Novo existe a liberação um pouco maior de pacientes", alega.

"As famílias solicitam, o paciente tem uma alta assistida, vai para casa e, depois das festas, ele retorna. Mas sempre com a avaliação médica e da equipe técnica. Nenhum paciente sai aleatoriamente. Os pacientes que saíram de alta foi porque, realmente, estavam em condições de alta".