Jonadabe José de Souza, pai de uma aluna que estuda na Escola Estadual Vera Braga de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), iria cursar o 7º ano do Ensino Fundamental em 2018, alega que faltou diálogo com os pais com a mudança no estabelecimento exclusivamente com o Ensino Médio Integral. "80% das crianças da escola vão ter que sair de lá para ir para outras escolas da região", desabafa.
A Escola Vera Braga atende 906 alunos do Ensino Fundamental II (6º a 9º anos) e 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio diurno e noturno. Com a mudança em 2018, o estabelecimento de ensino abrigará apenas o Ensino Médio Integral, com a oferta de 480 vagas. A metade delas já foi preenchida. "No caso da (Antonieta Grassi) Malatrasi, eles terão que atravessar uma avenida perigosa, a Papa João Paulo II, que é a avenida da entrada principal da cidade. Ou nós, pais, vamos ter que arrumar uma condução para poder transportar essas crianças", alega.
Ele argumenta que três escolas centrais poderiam ter sido escolhidas para abrigar o Ensino Médio Integral. "Nós não somos contra o Ensino Integral na cidade. Nós queremos, mas não naquele bairro, que tem 80% dos alunos da escola no Fundamental", justifica.
De acordo com Souza, o presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), João Cury Neto, recebeu abaixo assinado com cerca de 300 assinaturas de pais insatisfeitos com a mudança. Além disso, o caso foi levado ao Ministério Público (MP).
Segundo a dirigente Regional de Ensino em Bauru, Gina Sanchez, a mudança deve ser aprovada por todos. "Se a Vera Braga está recebendo a implantação do Integral é porque houve reunião entre escola e Conselho de Escola, que tem pais, alunos, funcionários e professores, e eles optaram pelo sim", diz.