Na última entrevista do senhor prefeito (rádio FM 96 - dia 29.12.17), perguntado sobre os problemas de abastecimento de água em Bauru, respondeu que apresentou um plano de contingência para as secas da cidade, que vai contemplar inclusive o abastecimento.
Disse que foi feita uma "engenharia" para retirar uma parte do que está indo para o FTE, para investimento no DAE e que "estamos acertando isso com o Ministério Público".
Sobre uma possível auditoria no DAE, respondeu evasivamente: "Temos que fazer uma mudança de paradigmas" (obscuro, não?) e reafirmou que "é inadmissível, até porque já temos recursos suficientes para a construção e término da ETE, nós continuarmos com dinheiro numa conta, mesmo já tendo esse dinheiro assegurado, enquanto a cidade sofre com a questão de abastecimento de água".
Que "estamos em negociação com o Ministério Público para a elaboração do decreto".
Ora, se o FTE foi criado para uma finalidade precípua e única, a que tipo de acerto e negociação com o Ministério Público se refere o prefeito?
Só posso crer que usou de termos inadequados, pois que tenho a mais absoluta convicção de que o órgão fiscalizador da aplicação das leis jamais negociaria a aprovação de um decreto que visa desvio de finalidade de verba pública.
É hora de dar um basta nessa "contribuição" compulsória, estamos pagando uma tarifa sem a devida contraprestação do serviço público.