09 de julho de 2026
Regional

Enterro do corpo de vítima de naufrágio será hoje em Bocaina

Lilian Grasiela e Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Facebook
O corpo de Carlos Eduardo Bueno de Souza será enterrado hoje

O corpo de Carlos Eduardo Bueno de Souza, 43 anos, que morreu no naufrágio de empurrador no rio Amazonas, no Pará, no dia 2 de agosto do ano passado, será sepultado nesta quinta-feira (4) pela manhã no Cemitério Municipal de Bocaina (69 quilômetros de Bauru), cidade onde ele nasceu. Kélida de Souza, irmã de Carlos, conta que o traslado do corpo do Pará até o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ocorreu na tarde de quarta-feira (3) e foi custeado pela empresa onde ele trabalhava. De lá, ele seria levado por empresa funerária de Jaú até Bocaina, com previsão de chegada à 0h de hoje.

Segundo Kélida, antes do sepultamento, às 6h30, o Padre Paulo celebrará uma missa de corpo presente na Igreja Matriz de Bocaina como forma de prestar uma última homenagem ao seu irmão. "Obrigada a todos que todo este tempo rezaram pela nossa família", agradeceu em nota.

ACIDENTE

Conforme divulgado pelo JC, acidente envolvendo empurrador de balsas da empresa Transportes Bertolini que transportava milho para Santarém e navio Mercosul Santos, que levava containers do Porto de Suape (Pernambuco) para Manaus, ocorreu em área próxima ao município de Óbidos, no oeste paraense.

Por razões a serem apuradas, as embarcações colidiram e o empurrador naufragou com 11 tripulantes. Dois conseguiram se salvar, mas os outros nove, entre eles Carlos, desapareceram no rio Amazonas. O resgate dos corpos das vítimas ocorreu no dia 6 de dezembro, depois que o empurrador foi içado.

Após a identificação dos corpos por meio de exame de DNA, eles foram liberados para as famílias. Nesta terça-feira (2), um velório coletivo foi realizado na sede de um clube em Santarém, no Pará, com a celebração de um culto ecumênico. Na sequência, as vítimas seguiram para seus estados de origem.

Carlos é natural de Bocaina, mas morava com a família em Agudos. Formado como mestre fluvial na Fatec de Jaú e atuante há quatro anos na Marinha Mercante, ele trabalhava na empresa Bertolini Transportes Ltda., proprietária do rebocador, e, há três anos, prestava serviço na cidade de Santarém, no Pará.

INVESTIGAÇÕES

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as responsabilidades pelo acidente que resultou no naufrágio. A Capitania dos Portos de Santarém também investiga o caso. Além disso, o MPF e o Ministério Público (MP) estão atuando em conjunto para apurar eventuais crimes ou omissões que possam ter contribuído para o naufrágio.