08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Democracia indireta

Danilo Carlos Avante
| Tempo de leitura: 1 min

Como bem colocado pelo sr. Cesar Augusto Teixeira de Carvalho, em 03/12, nesta tribuna: "O ideal é embutir elementos democráticos no sistema legal republicano". Nesta linha de raciocínio, é nas leis eleitorais onde o primeiro elemento democrático deve ser incluído.

Como bem dito, o Brasil é uma república democrática indireta, portanto, cabe a nós eleitores escolher, dentro de nossos próprios critérios, nossos representantes legais. No entanto, não nos é oferecida a opção de escolher por nenhum dos candidatos a tal representação.

Em nosso sistema eleitoral, mesmo que 50% 1 eleitores votem em branco, nulo ou simplesmente não votem, alguém será eleito de forma democrática, já que ele precisa ter a maioria dos votos "válidos". No meu entendimento, esse sistema nos diz que o voto possui peso diferente.

Em um sistema de votação democrático puro, deveríamos ter quatro opções claras. A primeira seria a de escolher o candidato que me representa, a segunda seria dizer que qualquer candidato pode me representar, a terceira seria a opção de apontar que nenhum dos candidatos me representa, e, por fim, a quarta seria o escolha de não votar, tornando assim o voto não obrigatório.

O voto válido seria composto daqueles que realmente votaram em qualquer uma das três primeiras opções. Quem optou por não votar não quer ser ouvido, portanto, não o será. Dessa forma, nosso sistema político seria depurado, pois hoje somos obrigados a escolher o menos pior e, convenhamos, está cada vez mais difícil escolher o menos pior.