10 de julho de 2026
Geral

Trabalhadores de obras na Vila Aviação paralisam as atividades

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Os operários que trabalham nos prédios Murano, Córsega e Santorini, localizados no bairro Vila Aviação, em frente ao Villaggio III, em Bauru, decidiram cruzar os braços por falta dos últimos pagamentos. Na tarde dessa sexta-feira (6), os funcionários da Construtora Assuã protestaram em frente ao escritório administrativo da empresa, que fica na quadra 4 da rua Luso Brasileira.

A paralisação começou há cerca de 15 dias. De acordo com o diretor de organização e mobilização do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Bauru, Josefino Cândido de Oliveira, cerca de 80 operários reivindicaram o acerto do salário referente a dezembro e das duas parcelas do décimo terceiro. Além deste, outros protestos já haviam ocorrido na última semana.

"Até o momento, a empresa não nos ofereceu nenhuma contraproposta. Estamos aguardando na expectativa de que eles façam o pagamento neste final de semana. A greve continua e, se nada for resolvido, segunda-feira vamos estar lá de novo", afirma Oliveira. Ainda segundo ele, as obras paralisadas estão em fase de acabamento.

OUTRO LADO

Em nota, a Assuã alega que, em reunião ocorrida no último dia 2, os funcionários, representados pelos sindicalistas, foram recebidos pela construtora e informados de que "a empresa está envidando esforços no sentido de pagá-los prioritariamente, mas depende do recebimento de um alto valor financeiro, devido por um investidor, que deveria ter ocorrido há mais de dois meses, mas, até agora, não foi concretizado".

Desse modo, a construtora diz que espera ver essa situação resolvida nas próximas semanas. "A Assuã entende que a manifestação é democrática, mas esclarece que, em mais de 30 anos de atividade, nunca deixou de cumprir com os seus compromissos sob quaisquer títulos, principalmente os pertinentes aos salários de seus colaboradores", complementa, ainda em nota.

Por fim, a empresa "lamenta estar vivendo hoje os efeitos de uma política econômica equivocada, herança da qual todos somos vítimas e que causou forte retração econômica no país principalmente no mercado imobiliário".