Neste início de ano, a mídia tem comentado o empréstimo do FGTS no valor R$ 15 bilhões à Caixa Federal para sua capitalização, atendendo o chamado acordo de Basileia 3. Este acordo, referendado pelo Brasil, impõe às instituições financeiras, por prudência, que seja respeitada uma relação entre o patrimônio líquido dos bancos e o volume de empréstimos por eles realizados.
A Caixa é o maior financiador da Habitação HIS (Habitação de Interesse Social) do Brasil e um dos maiores do mundo. Representando neste segmento mais de 90% do valor e mais de 70%, se considerarmos também o financiamento de crédito imobiliário para classe média e hipotecário. Esta faixa que corresponde a classes mais populares da população. Tem, segundo estudos, déficit de 6 milhões de moradia e sub moradias (cortiços e favelas), aproximadamente, e necessita retomar a construção.
Também a construção de residências é o maior gerador rápido de empregos não só na construção civil diretamente, como na indústria de materiais de construção, móveis, eletrodomésticos, decoração e muitas outras.
Esta capitalização foi tentada por medida provisória em novembro, sendo rechaçada pelo Ministério Público no TCU. Depois disso, o empréstimo foi transformado em projeto de lei e aprovado de forma unanime tanto na Câmara como no Senado, e sancionado no dia 5/1 pelo presidente. Agora, depende do ministro Herman Benjamim, que dará a última palavra sobre a legalidade. No entanto, o projeto é atacado por sindicalistas e políticos.
Acontece que grande parte da mídia tem má vontade com todas iniciativas do governo Temer, mesmo quando eles raramente acertam, e este é um dos casos. A mídia confunde a situação deste empréstimo, lastreado pelo tesouro com os financiamentos, aos amigos do rei, quando estes são de baixo risco, tendo como tomadores pessoas físicas na base da pirâmide e muito bem administrados pela Caixa.
A economia já combalida e as empresas do ramo passam por uma grande crise em que até mesmo a demora da aprovação causa prejuízos às empresas, aos trabalhadores da construção civil, aos que necessitam destas moradias.