Bauru foi classificada como a cidade com o 22º maior consumo de energia no Estado de São Paulo. Divulgado pela Secretaria de Energia e Mineração, o denominado Ranking Paulista de Energia engloba dados de consumo de eletricidade, gás natural, gás comprimido, etanol e derivados de petróleo nos 645 municípios do Estado em 2016.
Ainda que a eficiência energética e a redução do consumo sejam uma recomendação em todo o mundo hoje, este tipo de levantamento ainda funciona como um indicador do desenvolvimento de uma cidade. É o que aponta o subsecretário de Energias Renováveis da secretaria, Antônio Celso de Abreu Junior, que lembra que esta é a realidade atual de países ricos, como os Estados Unidos.
O levantamento da secretaria revelou que Bauru consumiu, no ano passado, 320,6 mil toneladas de óleo equivalente (toe), ou seja, a quantidade de energia liberada pela queima de 320,6 mil toneladas de petróleo bruto. Entre os destaques, está o uso de etanol, que colocou o município na 7ª posição no ranking específico desta fonte de energia.
Em 2016 inteiro, foram 135,1 milhões de litros, volume que, segundo o subsecretário, não é justificado pelo fato de a cidade concentrar alguns centros de distribuição de combustíveis. "As tabelas tratam apenas do consumo local, o que demonstra, mais uma vez, que o município é desenvolvido, com potencial para atrair investidores", assegura. Já quanto à eletricidade, foram 905,3 mil megawatts-hora (Mwh) no ano, sendo 39% deste total consumidos por residências, 28,5% pelo comércio e 18,6% pela indústria.
Assim como Abreu Junior, a titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedecon), Aline Fogolin, avalia que o padrão do consumo de energia pode ser utilizado como um dos parâmetros para medir o grau de riqueza e da capacidade produtiva da cidade. Prova disto, ela cita, é que Bauru foi classificada como a 66ª economia do País, com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 12,7 bilhões em 2015, segundo estudo divulgado na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Isso demonstra que não se trata de não termos a gestão dos nossos recursos energéticos, mas de temos uma economia, ainda que diversificada, bastante consolidada. Bauru, frente à maioria das cidades do Estado de do País, se encontra em uma posição privilegiada, economicamente falando", observa.
PLANEJAMENTO
ENERGÉTICO
O subsecretário do governo do Estado lembra que o Ranking Paulista de Energia pode, também, subsidiar a elaboração do planejamento energético e ambiental do município, bem como a realização de projetos da iniciativa privada que tenham a energia, especificamente, como insumo fundamental para seu desenvolvimento. "É uma forma de mostrar para o investidor que a cidade tem potencial para prospectar negócios na área", pondera.
Como exemplo de conquistas já alcançadas por Bauru, Aline destaca a instalação do Centro de Operações de Geração de Energia da AES Tietê, que irá implantar, entre outras novidades, um sistema de geração de energia solar fotovoltaico na cidade, além de projetar a ampliação de seus investimentos em energia limpa, como a eólica e solar no Estado. "É importante lembrar que a energia não é um produto barato e que tem tendência a ficar cada vez mais caro. Portanto, políticas de gestão visando a eficiência energética se fazem necessárias", acrescenta Abreu Junior.
Para ela, uma das estratégias a serem incentivadas neste sentido é a chamada geração distribuída, como é o caso dos painéis solares, que produzem energia de forma descentralizada, no próprio local ou próximo de onde este produto é consumido.