| Polícia Civil/Divulgação |
| Júlio César Aparecido de Oliveira, 37 anos, havia fugido para o Paraná logo após o crime |
| Tisa Moraes |
| Crime foi registrado no primeiro dia do ano passado na quadra 2 da rua Márcia Andaló Mendes de Carvalho |
| Polícia Civil/Divulgação |
| Samuel Ribeiro estava de “saidinha” quando participou do latrocínio |
A Polícia Civil prendeu, na tarde dessa quarta-feira (17), o último acusado de um crime brutal ocorrido no primeiro dia do ano passado em Bauru. Na ocasião, mãe e filha foram mortas no Jardim Rosa Branca. Júlio Cesar Aparecido de Oliveira, 37 anos, estava foragido em Apucarana (PR). As apurações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) apontaram que o duplo homicídio, que teve a participação de outras três pessoas - todas já presas -, foi, na verdade, um latrocínio.
Conforme o JC noticiou na época, Michelli de Jesus Bellido, 36 anos, foi encontrada em um dos quartos do imóvel, localizado na quadra 2 da rua Márcia Andaló Mendes de Carvalho, com quatro perfurações no tórax e uma na nuca. Sua mãe, Maria do Rosário Rodrigues, 55 anos, foi quase degolada e ficou caída na sala, que estava completamente revirada.
"Após quase um ano de investigações, esclarecemos o caso", explica o titular da DIG de Bauru, Cledson Nascimento, complementando que o motivo do crime seria um valor trabalhista que as vítimas teriam recebido pouco antes.
"Apuramos que uma mulher e sua filha, que eram vizinhas das vítimas, teriam essa informação [do dinheiro] e compartilharam ela com os outros envolvidos no latrocínio, que foram o Júlio César (preso ontem em Apucarana) e Samuel Sérgio Ribeiro", detalha.
Os nomes das mulheres foram preservados pela polícia porque elas não confessaram o crime, contudo, as provas indicam, segundo a DIG, que elas realmente tiveram participação.
Já Samuel Sérgio Ribeiro admitiu que participou diretamente do latrocínio. Naquela época, ele cumpria pena por tráfico em uma unidade prisional de Bauru, contudo, estava em liberdade por conta da saída temporária do final de ano. "Ao invés de ele ir para Itaí, sua cidade, ele ficou aqui em Bauru. Após o latrocínio, ele cumpriu a pena por tráfico e foi solto. Porém, quando esclarecemos o crime, no final do ano passado, ele já estava preso novamente, mais uma vez por tráfico, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César", complementa o titular da DIG.
ÚLTIMO PRESO
Com a prisão das duas vizinhas e de Samuel, somente faltava encontrar Júlio César, que também já estava com o mandado de prisão temporária expedida. Ele, inclusive, é apontado pelo comparsa como sendo quem executou, de fato, Maria e Michelli.
"Descobrimos que, logo após o latrocínio, o Júlio César se mudou para o Paraná. Ele ficou perambulando por várias cidades do Interior do Estado vizinho. Foi, então que, nos últimos dias, descobrimos que ele estava trabalhando em uma empresa de embalagens plásticas em Apucarana", explica o delegado Cledson Nascimento.
POR POUCO
| Aceituno Jr. |
| "O outro acusado, que também já está preso, estava na saída temporária quando cometeu o crime", Cledson Nascimento |
A Polícia Civil de Bauru finalizava todos os detalhes para executar uma operação na próxima segunda-feira com o objetivo de capturar Júlio César. Contudo, o acusado quase foi "salvo" por uma briga no trabalho.
"Apuramos que ele brigou com o patrão e que seria demitido. Então, tivemos que acelerar tudo, porque havia a possibilidade de ele ir embora novamente", descreve o titular da DIG.
Assim, os policiais bauruenses acionaram as autoridades de Apucarana. Na tarde dessa quarta-feira (17), a 17.ª Subdivisão da Polícia Civil de Apucarana, por meio do Setor da Narcointeligência, capturou o último acusado do crime. "Iremos buscá-lo nos próximos dias. O Samuel disse que somente levaram o celular das vítimas porque não encontraram o dinheiro, mas o Júlio César poderá esclarecer melhor se algo mais foi levado ou não", conclui o delegado Cledson Nascimento.