| Aceituno Jr. |
| Aline, que é MEI na área de alimentação, ensina: “É preciso ter muito conhecimento, criatividade e descobrir seu diferencial” |
| Malavolta Jr. |
| Tamara Nascimento, Ariel Barca e Aline Fogolin, da Sedecon, falam sobre a expansão do setor |
O ramo de alimentação tem atraído um número cada vez maior de pessoas para os negócios em Bauru. Hoje, já são 3.286 Microempreendedores Individuais (MEIs) que ganham a vida vendendo produtos alimentícios na cidade, número 20% maior que o acumulado até janeiro do ano passado, de 2.724 moradores.
O fechamento de vagas de trabalho com carteira assinada nos últimos anos e a confiança de que, mesmo com a crise, o segmento de alimentação continuará sendo um investimento seguro são algumas justificativas para explicar o fenômeno. Segundo a titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedecon), Aline Fogolin, outro fator que estimula ao empreendedorismo de produtos alimentícios é o conhecimento, em maior ou menor escala, que quase todo mundo tem em culinária.
"Normalmente, o empreendedor é alguém que já sabe fazer algo na cozinha, no seu ambiente doméstico, e decide começar a vender este produto", observa.
Diretora de Divisão de Fomento ao Empreendedorismo e Assuntos do Trabalho da Sedecon, Tamara Nascimento acrescenta, contudo, que a capacitação profissional, seja em busca de conhecimentos sobre gestão ou para a melhoria da qualidade da mercadoria oferecida, é fundamental para que o negócio tenha sucesso no longo prazo. "Com algum conhecimento na área, é um investimento seguro, porque é uma atividade que sempre tem demanda. Mesmo na crise, as pessoas não deixam de comer", frisa. É uma realidade que a gastrônoma Aline Furlanetto, 37 anos, aprendeu a explorar bem.
Dona de um restaurante com capacidade para 15 pessoas no Bela Vista, ela também atende encomendas para eventos e está sempre inovando o cardápio para agradar o paladar da clientela. "E trabalhamos muito com produtos da época. Além de garantir variedade, isso também nos ajuda a reduzir custos".
DIFERENCIAL
A profissão de fotojornalista, que deixou de ser seu ganha-pão há dois anos, também a ajuda na produção de imagens mais elaboradas para os seus pratos, e, assim, a divulgar seu trabalho. "Estava fazendo curso de gastronomia quando resolvi deixar o emprego na área de fotojornalismo. Não é um processo simples. É preciso ter muito conhecimento e criatividade. Se você descobre qual é o seu diferencial e trabalha com produtos de qualidade, fica mais fácil fidelizar clientes", ensina.
Atualmente, Bauru contabiliza cerca de 23 mil MEIs e o setor de beleza e estética ainda é o que concentra mais empreendedores. Porém, dos mais de 3 mil que trabalham com alimentação, destacam-se, atualmente, os segmentos de padaria e confeitaria e comércio de laticínios e frios, bem como o de doces, como balas e bombons.
Devido à produção de todas estas guloseimas, Aline Fogolin revela que há registro, na cidade, de aumento até mesmo nas vendas de alguns produtos comercializados por estabelecimentos atacadistas, como é o caso, por exemplo, de barras de chocolate, potes grandes de doce de leite e embalagens. "Não temos números exatos, mas estes fornecedores que vendem em quantidade maior relatam este crescimento provocado pela demanda dos MEIs", completa.
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Como proceder
Uma das principais dúvidas dos MEIs que querem empreender no ramo da alimentação refere-se à necessidade de autorização formal da Vigilância Sanitária Municipal para iniciar a atividade. Porém, Ariel Barca, agente de administração da Sedecon, esclarece que este documento não é necessário, mesmo para quem comercializa seus produtos em ponto fixo - normalmente o endereço residencial.
Neste caso, contudo, é preciso obter o alvará de funcionamento da prefeitura para regularizar o negócio. Apesar da dispensa de vistoria prévia da Vigilância, o MEI é sempre orientado a procurar o órgão para obter orientações sobre regras de higiene e saúde, já que, se irregularidades forem constatadas em eventual fiscalização, o empreendedor poderá ser autuado.
Para a obtenção da licença de funcionamento, o interessado que pretende atuar em ponto fixo deve apresentar certificação do MEI, CPF, RG, Título de Eleitor, Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, IPTU do imóvel e algumas informações solicitadas pelo Sistema Integrado de Licenciamento (SIL), como a metragem do espaço a ser utilizado como área comercial. "Na Casa do Empreendedor da Sedecon, o candidato a MEI consegue obter o CNPJ e já receber todas as informações sobre como proceder", completa Barca.
A Casa do Empreendedor fica na rua Virgílio Malta, 17-06. Telefone: (14) 3227-7819. E-mail: saladoempreendedor@bauru.sp.gov.br.
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