11 de julho de 2026
Regional

Polícia apura assédio sexual contra criança de nove anos

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Polícia Civil/Divulgação
Revólver calibre 32 foi encontrado na casa de suspeito de assediar crianças e adolescentes

A Polícia Civil de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) apura denúncia de assédio sexual contra um menino de nove anos. Segundo a mãe, ele estaria recebendo imagens pornográficas de um homem por meio de um aplicativo de mensagens. Na residência do suspeito, os policiais encontraram um revólver e ele acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Renzo Santi Barbin, nesta semana, a mãe da criança procurou a delegacia para denunciar que o filho vinha recebendo fotos de um homem nu e sendo orientado por ele a enviar fotos íntimas suas.

"O Setor de Investigações da delegacia conseguiu levantar a identidade desse suspeito, um homem de 45 anos, e passamos a monitorá-lo para tentar conversar com ele e, de repente, aprender algum objeto que fosse interessante para as investigações", diz.

Na terça-feira (23), segundo o delegado, ele foi abordado por policiais civis. "Ele acabou confirmando que costumava mandar arquivos contendo fotos e imagens dele nu e receber fotos de adolescentes e crianças também nuas, mas que costumava apagar".

No celular do suspeito, a polícia não encontrou material de conteúdo pornográfico, mas o aparelho, além de um tablet e um notebook, foram apreendidos para perícia. Na casa dele, os policiais localizaram ainda um revólver calibre 32 com quatro munições.

O homem não apresentou nenhuma documentação relativa à arma e acabou autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A fiança foi arbitrada por Barbin em R$ 5 mil e, como o valor não foi pago, ele permaneceu preso à disposição da Justiça.

INVESTIGAÇÕES

De acordo com o delegado, o suspeito, que não teve o nome divulgado, poderá responder pelos crimes previstos nos artigos 241-B e 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tratam do armazenamento de imagem com conteúdo pornográfico envolvendo criança ou adolescente e do assédio a criança, por qualquer meio de comunicação, com o fim de praticar ato libidinoso.

Apesar de confirmar a troca de imagens pornográficas, ele nega ter mantido contato físico com as crianças e adolescentes. Com a divulgação desse caso, Barbin acredita que outras vítimas poderão surgir. "A gente orienta sempre os pais e irmãos mais velhos a monitorarem o diálogo das crianças que têm acesso a esses aplicativos porque nunca se sabe com quem elas estão conversando", ressalta.