08 de julho de 2026
Geral

Chuva deixa 20 mil sem energia e volta a derrubar árvores

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.
Carros precisaram desviar de árvore que caiu na marginal da quadra 30 da av. Nações Unidas

O calorão que castigou os bauruenses durante quase todo o dia era um prenúncio do que viria à noite: água, ou melhor, muita água! Apesar de não ter causado alagamentos, a chuvarada que começou pouco após as 19h derrubou quatro árvores, segundo informações da Defesa Civil, e deixou milhares de bauruenses no escuro.

Logo depois de chuva ter início, a Redação do Jornal da Cidade recebeu uma "chuva" de reclamações de apagões pela cidade. Locais como Jardim Contorno, Camélias, Flamboyant, Vila Monlevade, Jardim Auriverde, entre outros ficaram no escuro. A falta de energia também era vista pelas ruas da cidade, uma vez que avenidas como Nações Unidas, Rodrigues Alves e Duque de Caxias chegaram a ficar com os semáforos apagados.

De acordo com a CPFL, aproximadamente 20 mil imóveis ficaram sem energia na noite dessa quarta-feira (24). Até por volta das 21h30, o número havia sido reduzido para 4 mil e a expectativa era de que o serviço fosse restabelecido nas próximas horas. A causa do problema teria sido, segundo a empresa, a queda de galhos na fiação.

ÁRVORES

De acordo com o Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), choveu quase 17 milímetros na noite dessa quarta (dados atualizados até as 22h). Já os ventos ultrapassaram os 44 quilômetros por hora e foram suficientes para, novamente, derrubar árvores pela cidade.

Uma das unidades que caiu foi na marginal da quadra 30 da Nações Unidas. Os veículos tiveram que manobrar para desviar e a Emdurb sinalizou o local a fim de evitar acidentes.

Sidnei Rodrigues, coordenador da Defesa Civil, aponta que, segundo o levantamento preliminar, outras três árvores tombaram pela cidade: no Jardim Europa, no início do Parque Vista Alegre (PVA) e na Vila Santana (proximidade da Nuno de Assis). "Esta última foi a mais grave, apesar de ninguém ter ficado ferido em nenhum dos casos. Ela caiu sobre o muro e sobre uma casa. Os bombeiros iam cortar, mas, como já era noite, acharam mais seguro cortá-la amanhã (hoje)", explica.

Rodrigues complementa que os pontos tradicionais apresentaram pequenos alagamentos, contudo, sem maiores transtornos. Um agente da Defesa Civil percorreu os pontos considerados mais críticos até por volta da meia-noite.