09 de julho de 2026
Regional

"Semana Elô" começa na rua com a distribuição de panfletos

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

João Kamimura/Abutre’s Social
Amigas da estudante entregam material sobre doação de medula

A Semana Elô 2018 - instituída a partir da morte da estudante Eloyza Santis de Campos, em abril do ano passado, aos 16 anos, vítima de aplasia medular - foi aberta oficialmente nesta segunda-feira (29), em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), com a distribuição de material informativo à população sobre a importância da doação de medula óssea.

O evento, que foi criado a partir de projeto de iniciativa do vereador Ezequiel Lima e contará com ações de conscientização durante toda a semana, é organizado pela Câmara de Pederneiras e pelo Abutre's Social Interior, que integra o Abutre's Moto Clube, com apoio da prefeitura.

Nessa segunda (29), amigas da adolescente deram início à distribuição de panfletos nas ruas com esclarecimento de algumas dúvidas comuns à maioria dos interessados em se tornar um doador de medula e informações sobre importância da doação, onde se cadastrar e como se cadastrar.

Na sexta-feira, às 20h, o médico do Centro de Hematologia e Oncologia de Jaú Mair Pedro de Souza, que tem experiência em transplante de medula, ministrará palestra na sede da Câmara para funcionários da saúde e familiares de pacientes que aguardam por doador compatível.

TRANSPORTE

No sábado, a Prefeitura de Pederneiras irá disponibilizar dois micro-ônibus para levar interessados em doar sangue e medula óssea até o Hospital Amaral Carvalho (HAC) em Jaú. Os veículos sairão às 7h do posto de saúde do bairro Michel Neme, com paradas na escola Eliazar Braga e no Centro de Especialidades e Diagnósticos.

No Hemonúcleo do HAC, será feita coleta de sangue e de material dos doadores para cadastro no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). A coleta de medula para transplante será feita somente se um receptor compatível for localizado no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme).

APLASIA MEDULAR

Eloyza foi vítima de aplasia medular, uma doença caracterizada por alteração no funcionamento da medula óssea que faz com que ela deixe de produzir de forma satisfatória hemácias (causando anemias), plaquetas (causando sangramentos) e leucócitos (causando infecções).

Apesar de poder levar à morte, a aplasia tem cura quando o paciente recebe medula doada por doador compatível saudável. Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos pode doar a medula, que é retirada do interior dos ossos da bacia por meio de punções. O procedimento dura cerca de 90 minutos.