10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Disseram que iam destravar Bauru, mas parece que a manopla está emperrada

Rodrigo Cabello da Silva - estagiário de direito - quase bacharel
| Tempo de leitura: 2 min

Devido a problemas de ordem acadêmica, depois de um longo período de anonimato, retorno a este ilustre espaço democrático para me manifestar acerca de fatos deveras desagradáveis que assolam nossa Pátria Maltratada Brasil, mas dessa vez a manifestação é direcionada ao poder Executivo Municipal, isto é, o nosso prefeito que atende pelo nome de Clodoaldo Gazzetta.

Ele mesmo, que já ocupou o cargo de secretário municipal do Meio Ambiente, nos governos Izzo Filho e Tidei de Lima, e que após 24 anos tentando ocupar o Palácio das Cerejeiras finalmente foi bem sucedido em sua empreitada.

Ele que anunciou aos quatro ventos em toda a rede de televisão aberta e a cabo que iria "destravar" a cidade de Bauru e isto e aquilo e aquele outro, ou seja, muitas promessas foram feitas, mas como microfone e papel aceitam tudo e não há nada que o obrigue a cumprir aquilo que "jurou" cumprir perante os munícipes, independentemente de terem votado neste ou não, acabam por ficar no chamado "direito marítimo", isto é, a ver navios.

Partindo do pressuposto que o mandato é de quatro anos e que, nesse período, ele deve ou deveria fazer o possível ou impossível ou ao menos esforçar-se para cumprir suas promessas, já que elencou diversas delas no horário eleitoral, que de gratuito só tem o nome, porque todos os eleitores-espectadores pagam três vezes, primeiro pra assistir, depois pra votar, e caso não vote tem que pagar uma multa que vai para a Justiça eleitoral. Alguns poderão dizer "ah, mas ele tem quatro anos pra cumprir as promessas", aí eu responderei assim: "Não se constrói uma casa se não tiver alicerce e nem o primeiro andar construído ou tijolo assentado".

Assim, se não podia cumprir os compromissos assumidos perante os "telespectadores eleitores", não saísse candidato.

Ainda estamos no quinto dia do ano de 2018, mas em breve, lá pelo mês de março, chegará à residência de cada um dos munícipes o carnê do IPTU e, ainda nesse mês de janeiro, tem o IPVA, o primeiro exclusivamente do município de Bauru e o outro é referente ao imposto estadual e onde uma parte fica no município (ambos deveriam servir para melhorias no perímetro urbano, dentre elas asfalto, infraestrutura e outros que são ou deveriam ser prioridades para o ocupante do posto mais alto do poder executivo local).

Urge que se destrave a manopla que insiste em permanecer travada, digo isto porque o ora ocupante da prefeitura repetiu diversas vezes em período eleitoral assim: "Nós Vamos Destravar Bauru".

Como este ainda tem até 31 de dezembro de 2020 de mandato a cumprir, espera-se maior celeridade e eficiência no trato com a coisa pública e que as palavras ditas por ocasião do pleito de 2016 não caiam no esquecimento.