| Aceituno Jr. |
| Com direito a bonecão, o bloco percorreu ruas da zona sul |
O sol nem havia se posto e os foliões já lotavam as ruas que cortam o BB Batatas, em Bauru, ontem. O motivo não poderia ser outro: o desfile do bloco de rua "Agora ou Nunca", que agradou tanto que alguns festeiros optaram por passar o Carnaval na cidade.
Esse é o caso do economista e consultor de empresas Ricardo Rocha, de 42 anos, que curtia a festa com sua esposa, a administradora Érica Covre, de 41.
Segundo ele, a tradição do bloco chamou a atenção. "Nós não prestigiávamos o Carnaval de Bauru porque viajávamos para outros lugares. Quando vimos que o 'Agora ou Nunca' ganhou grande proporção, decidimos ficar e curtir".
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E teve gente que optou por ficar na "pipoca", ou seja, seguir o bloco, mas sem adquirir o abadá. Mesmo assim, o pessoal caprichou nas fantasias, como as aposentadas Luzia Gonzales, de 67 anos, e Carmen Bernardi, de 64, além da professora Neli Pimenta, de 53.
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O grupo de amigas era um dos mais animados do desfile e provou que a juventude está no espírito. "Já começamos a curtir o Carnaval. Amanhã [hoje], estaremos no outro bloco, o Pé de Cachaça", adianta Neli.
Há, ainda, quem já esteja bem ambientado com o grupo. O músico Silvio Luiz Vieira, o Binho, de 47 anos, participou do evento pela segunda vez.
"O Carnaval, para mim, já começou em janeiro. Passou o Natal, tudo é festa", acrescenta.
ESQUENTA
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Turma da escola Acadêmicos do Cartola também animou foliões no "esquenta"
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Quem garantiu o esquenta do bloco foi a bateria da escola de samba Acadêmicos do Cartola, bem como o intérprete, compositor e percussionista Daniel Tessari Ferreira Santiago, o Sandamí.
Nascido em Bauru, ele ficou conhecido por seu antigo nome artístico, Daniel San, e como vocalista do grupo Sambô até 2016, quando começou a sua carreira solo.
Outra novidade foi o boneco típico do Carnaval de Olinda, representando o saudoso Vinícius Coube, que curtia a festa em grande estilo, conforme revelam dois dos organizadores do "Agora ou Nunca", Ricardo Alvarez e Paulo Laranjeira. "Talvez, a moda pegue nos próximos anos", antecipa Ricardo.
O bloco, que sai todos os anos a partir da quadra 22 da rua Gustavo Maciel, é 100% filantrópico e o dinheiro arrecadado com a venda de seus abadás acaba sendo revertido a entidades assistenciais do município.
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