| Samantha Ciuffa |
| A secretária Mayra Fernandes: equipes já sofreram agressão |
| Reprodução |
| Placa ilustrativa: problema de descarte errado é generalizado |
Diante de várias reclamações sobre depósito de lixos em locais errados, a Prefeitura de Bauru aposta na instalação de letreiros como forma de orientar a população sobre a proibição do descarte irregular de detritos e entulhos em vários locais que são considerados área de preservação ambiental ou onde a coleta seletiva e orgânica não é feita na cidade.
Para tentar frear os "sujões", um processo de licitação por Ata de Serviço de Preço está em andamento para a compra de até 300 placas de "proibido jogar lixo". O pregão eletrônico ocorre no dia 20 deste mês, às 8h30. Na prática, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) poderá adquirir o material pelo período de um ano a contar da assinatura da ata.
"Ao longo dos 12 meses, a Semma vai emitindo ordem de serviço para confecção do material conforme a demanda e pelo mesmo preço definido na licitação. A ata, entretanto, não obriga o município a utilizar o total previsto [300 placas], apenas lhe conferindo essa prerrogativa", destaca a titular da pasta, Mayra Fernandes.
O poder público não possui, por enquanto, mapeamento dos locais de maior incidência, "pois a situação está generalizada", pontua a secretária.
As áreas mais recorrentes são: Jardim Manchester; final da avenida Alves Seabra (Parque Roosevelt); marginal da rodovia (Bauru-Marília) do Núcleo Fortunato Rocha Lima; Parque Santos Dumont; avenida Jânio Quadros (acima da Faculdade Anhanguera); e acesso à lagoa da Quinta da Bela Olinda.
Segundo a secretária, não há, no momento, número de placas já instaladas em Bauru. "Também não temos a quantidade de quantas serão instaladas inicialmente, além dos locais já citados. Ainda verificaremos os pedidos existentes para mapeamento", comenta.
'ERMOS'
Em 2016, foram aplicadas 22 autuações por depósito irregular de resíduos. No ano passado, o número de multas foi similar: 23.
Mayra diz que a maioria das reclamações é de descartes em locais ermos e que servidores responsáveis por vistorias são constantemente intimidados por moradores.
"Equipes de fiscalização já sofreram agressões tanto física quanto verbais. Como a gente não tem um contingente muito grande para fiscalizar, o objetivo é tentarmos coibir esse descarte, com a informação de que é proibida a prática", finaliza a secretária do Meio Ambiente.