Há semanas passo pela praça em frente ao Estoril 5 e vejo um sofá colocado para descarte no meio do gramado... Fico pensando, será que a pessoa que o colocou lá acha que ele vai se desintegrar, virar adubo para a grama, e tudo ficar belo como antes?
Será que não pensam na possibilidade de que o que descartam em praça pública prejudica a todos? Será que não têm noção de onde deve ser colocado o material para descarte?
Assim é com colchão velho, cadeiras quebradas e outros objetos.
O município dispõe de ecopontos, apropriados para o destino de lâmpadas, material elétrico, material de escritório, enfim, tudo que for descarte deve ser levado a esses locais para o manejo apropriado.
Mas, encontramos o pesquisador da UERJ José Abrantes, que em seu livro "Brasil: O País dos Desperdícios", demonstra que o desperdício no Brasil chega a 150% do PIB.
Esse número diz respeito não apenas ao que se perde de alimentos, água e energia elétrica, mas também a fatores como o desemprego, analfabetismo, doenças e não aproveitamento do lixo.
Enquanto isso, em outros lugares os números são bem diferentes, cita Abrantes.
Ao redor do mundo: nos países europeus, o desperdício está entre 20% e 25%; no Japão é de menos de 20%; e nos Estados Unidos chega a 35%, que já é bem alto.
Está na Educação a base de tudo o que citamos acima, sem Educação estamos perdidos... E as gerações futuras herdarão o legado de um planeta que poderá estar inviável ao ser humano.