Anos 60 e 70, quem não se recorda dos quitutes feitos pelos irmãos Molina na Azarias Leite, quadra 2? Croquete de batata com carne moída, quibe, coxinha, pastel de carne e queijo. O bolinho de bacalhau era a sensação do bar. Todos os salgadinhos eram simplesmente deliciosos.
Os refrigerantes eram produzidos aqui mesmo, pela Companhia Antarctica Brasileira, cuja fábrica ficava na Marcondes Salgado, na Vila Antártica. As cervejas, existiam três marcas, e uma das mais vendidas, os degustadores delas podiam até escolher a opção da cor do casco : verde ou escuro.
Os balcões do estabelecimento viviam lotados, com fregueses de toda classe social. Bem em frente, os veículos estacionavam à 45 graus, e o pagamento era feito colocando-se uma moeda no parquímetro. Casais chegavam e eram atendidos dentro do carro. Comiam, bebiam, acertavam as suas continhas e iam embora sem serem importunados por lei seca nenhuma.
Na semana passada, uma "senhora" de aproximadamente 40 anos estacionou o seu belo carro, juntamente com um filho adolescente, em frente à sorveteria do meu grande amigo Toninho Carvalho, no Parque Vista Alegre, e pediu para que ele confeccionasse duas taças de sorvetes, perguntando a ele, se eles, mãe e filho, poderiam degustar os sorvetes, muito bons por sinal, dentro do carro.
Ele, muitíssimo educado, acenou positivamente, e em poucos instantes lhes trouxe as duas taças de sorvetes. No que ele, coitado, virou as costas para adentrar à sua sorveteria, ela, mais do que depressa, colocou o seu carro em movimento e "bateu em retirada", como dizem muitos pastores evangélicos do nosso Brasil varonil, sem pagar a conta, é lógico. Esta é a educação que esta "senhora" está dando ao seu filho, um adolescente que ainda tem a vida toda pela frente. Lamentável!