| Fotos: Samantha Ciuffa |
| O presidente da Uvesp, Sebastião Misiara, dá posse ao coordenador do Parlamento Regional de Bauru, o vereador bauruense Fábio Manfrinato |
| Evento de posse do Parlamento ocorreu nesta sexta na Câmara |
Com o Parlamento Regional de Bauru formado, os vereadores dos 34 municípios que o compõem pretendem fortalecer as suas demandas. Nessa sexta-feira (23), o presidente da União dos Vereadores do Estado de São Paulo (Uvesp), Sebastião Misiara, deu posse ao coordenador do grupo, o vereador Fábio Manfrinato (PP), durante uma reunião realizada na Casa de Leis bauruense.
Além disso, participaram do evento o titular da Secretaria Estadual de Educação, José Renato Nalini (leia mais abaixo), que ministrou a palestra "Só a educação salva", e o especialista Faruk El Katib, que falou sobre a educação no trânsito.
Segundo Manfrinato, o objetivo é aumentar a representatividade dos vereadores de toda a região. "Nós tínhamos um Parlamento Regional estacionado, sem atividade, e, agora, estamos dando uma cara mais ativa", justifica o parlamentar.
Ainda de acordo com o coordenador do grupo, haverá uma reunião a cada mês, com o intuito de discutir os principais problemas que atingem os municípios. "Cada um trazendo a sua realidade, para que nós possamos levar isso ao governo", acrescenta.
Inclusive, no próximo dia 2, o Parlamento Regional de Bauru se apresentará ao governador Geraldo Alckmin (PSDB). "A mudança é dar corpo a esse grupo, que trabalhará as necessidades da região", reforça.
Por enquanto, o Parlamento Regional de Bauru conta com 15 vereadores, mas a intenção é conseguir reunir 34, cada qual representando um município participante. "Minha função será unir esses parlamentares, provocar reuniões descentralizadas, cada vez em uma cidade diferente, e levar as demandas até o governo do Estado", pontua Manfrinato.
LEGISLATIVO UNIDO
Já Sebastião Misiara, presidente da Uvesp, afirma que, pela condição geográfica de Bauru, que é uma cidade-sede de vários municípios da região, é preciso que todos se unam para divulgar, pedir e trabalhar em favor das comunidades. "O Parlamento Regional é fundamental. Hoje, mais do que nunca, a união faz a força", argumenta.
Questionado sobre a falta de credibilidade dos partidos, em detrimento da crise política vivenciada pelo País, Misiara é a favor da renovação. "As oportunidades vão surgir para aqueles que querem lutar pela comunidade. O Interior de São Paulo tem mostrado para o Brasil todo que tem condições de trabalhar com lealdade, dignidade e vocação para servir", finaliza.
VERBAS PARA DUAS ESCOLAS
| Samantha Ciuffa |
| O secretário Nalini anunciou os valores |
Ainda nessa sexta-feira (23), o secretário José Renato Nalini anunciou a liberação de R$ 342 mil para as obras da Escola Estadual Professora Mercedes Paz Bueno e outros R$ 300 mil para a reforma da Escola Estadual Professora Marta Aparecida Hjertquist Barbosa.
Segundo ele, o governo liberou R$ 53 milhões para obras em escolas de todo o Estado. "O Estado faz o que é possível para a educação. A Constituição Federal determina que 25% do nosso orçamento seja destinado à educação. Nós aplicamos 30%", disse, durante a palestra que ministrou nessa sexta (23).
Diretora da Mercedes, Carla Aparecida Franco de Paiva afirma que utilizará a verba para consertar as rachaduras provocadas pela recente reforma da escola. "Na verdade, pretendemos finalizar a reforma e, mesmo assim, as aulas não serão suspensas", garante.
Já o diretor da outra escola contemplada, Marcelo Nunes, esclarece que a cobertura do colégio está com infiltração. "As obras do local são uma demanda antiga, que passa de dez anos", acrescenta. De acordo com ele, a reforma não causará a suspensão das aulas.
ATOS NO EVENTO
| Samantha Ciuffa |
| Nessa sexta (23), um grupo aproveitou a presença do secretário estadual de Educação para protestar |
Ainda nessa sexta-feira (23), durante a solenidade que deu posse ao coordenador do Parlamento Regional de Bauru, um grupo de professores aproveitou a presença do secretário estadual de Educação, José Renato Nalini, para protestar.
Com cartazes em mãos, os docentes reivindicavam melhores condições de trabalho. "30 mil professores foram demitidos, as salas de aula estão superlotadas e falta materiais básicos, como papel higiênico, giz e copo", relata o professor e secretário-geral do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Diego Leão.
Por e-mail, a assessoria de comunicação da pasta negou a demissão de professores da rede e, quanto às reivindicações da categoria, alegou que não poderia respondê-las de maneira precisa, porque teria de saber, minimamente, a qual escola elas se referem, além de outras informações, como ano e turno.