11 de julho de 2026
Geral

Após relatar ter sido picado por abelha, homem de 37 anos morre

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Um mototaxista de 37 anos morreu depois de relatar ter sido picado por uma abelha no Núcleo Isaura Pitta Garms, em Bauru. Daniel Trevisolli Lourenço estava a caminho da casa de um amigo e chegou a receber os primeiros socorros, mas não resistiu.

Apesar do relato do mototaxista, somente o laudo necroscópico do IML, quando for divulgado, poderá confirmar a real causa da morte. O caso foi registrado no início da noite da última segunda-feira (5).

Segundo o amigo, que preferiu não ter a identidade divulgada, Lourenço chegou em sua residência, na rua Deoclécio Resende Soares, já passando mal, afirmando que havia sido picado na testa por uma abelha e que era alérgico. "Ele sentou no chão e falou pouco, depois deitou e logo perdeu a consciência. Chamei o Samu e tentei fazer a reanimação cardíaca. Fiquei muito assustado".

Diretor do Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento (Duupa) de Bauru, o médico Rafael Arruda estava trabalhando no Samu naquele horário e foi até o local. Segundo ele, a vítima não apresentava sinais aparentes de picada e não apresentou os sintomas característicos de reação alérgica, o que levanta a suspeita de que ele possa ter morrido por outro motivo.

"Ele estava em parada cardiorrespiratória e, após quase 40 minutos de reanimação, não obteve nenhum estímulo e foi constatado o óbito. Como não havia lesão visível de picada ou edema, encaminhamos o corpo para o IML, porque ele pode até mesmo ter sofrido um infarto. Embora não seja impossível, é raro uma pessoa morrer com uma única picada de abelha", detalha.

Há mais de 15 anos atuando na retirada de colmeias de áreas de risco, o apicultor Cirço Domes de Araújo comenta que as abelhas mais comuns na área urbana de Bauru, hoje, são as africanizadas, resultantes do cruzamento da espécie europeia com a africana.

"Mas é importante que as pessoas saibam que a quantidade de abelhas vêm diminuindo, o que é muito preocupante, porque elas são importantes para a polinização das plantas. São elas que nos dão o alimento", completa.