08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Foro privilegiado e a administração pública

Luiz Adolfo Zaratini
| Tempo de leitura: 2 min

A passagem de um tsunami que chega sem aviso e destrói uma cidade em questão de segundos ou então uma nuvem de gafanhotos que invade uma plantação e a devora em alguns instantes.

Esta é a sensação da população brasileira diante de tudo que vem acontecendo atualmente. Aqueles que prometeram que iriam nos representar na Câmara dos Deputados, Senado Federal, Presidência da República etc fizeram o papel do tsunami e dos gafanhotos, ao longo destes últimos anos.

Se há vinte anos o Brasil era um país em desenvolvimento, a esperança era que hoje fosse uma potência, mas tudo aconteceu ao contrário. Será que nós merecíamos isto ou somos culpados e coniventes com tudo isto? Por quê? Não se esqueçam! Nós é que demos poder para esta corja.

Empresas como os Correios e Petrobras, que eram os orgulhos dos brasileiros, por serem exemplos de gestão, hoje estão sucateadas e ameaçadas de serem privatizadas, por interesses políticos. O que me deixa indignado, e acho que deve ser o sentimento da maioria dos brasileiros, é que além de darmos poder a estes criminosos, alguns gozam de foro privilegiado, pra quem não sabe é um direito adquirido por algumas autoridades públicas, de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, garantindo que possam ter um julgamento especial e particular quando são alvos de processos penais.

E também são atendidos pelos melhores hospitais quando ficam doentes, seus filhos estudam nas melhores universidades do Brasil e do Exterior, ao passo que a Educação e Saúde Pública estão em colapso total. Com tanto dinheiro arrecadado com impostos, se bem aplicados, poderíamos com certeza termos as necessidades básicas como saúde, educação, segurança, moradia etc bem atendidas.

Mas o que acontece é que o Governo está "confiscando" o equivalente a pelos cinco meses de nossos salários por ano em forma de impostos e desviando de forma criminosa. Este é o cenário atual do nosso país. O que poderíamos fazer para começarmos a mudar esta situação?

A nossa esperança é que este ano, sendo um ano de eleições, o povo, diante de tantas mazelas, possa começar a se conscientizar e escolher indivíduos dignos de nos representar. Com tanta informação de corrupção e descaso, não é possível que a partir de 2019 o Brasil não comece a trilhar um novo rumo. Depende de nós.

Vamos torcer, orar e fazer a nossa parte.