Neste momento, creio que o professor e biólogo Wagnão esteja em seu Rancho Pasárgada, perguntando-se: para onde foi Jandira, pois não se veio para Pasárgada?
Jandira foi-se nesses 7 e 8 de março, porque Jandira era Sujeito Mulher, daqueles seres raros por quem se apaixona já no olhar do olhar. A "Janda" era ser ímpar que com Ângelo "Ninô" fazia par. Pensem em um casal que parece Romeu e Julieta com pitadas de Abel e Caim!
Não convivi com Jandira Teixeira no cotidiano, mas sei que a "Janda" era mãe, mulher, avó, amiga, companheira, parceira para qualquer ideia ou sonho!
Lembro-me de meu amigo - irmão - compadre Wagnão me convidando para ir à casa dele na Rua Olavo Bilac, Bela Vista. Cheguei lá e a Jandira fritava uns salgados para nós! Depois, a Família Teixeira teve um bar na esquina, e comíamos os pastéis mais maternos e fraternos possíveis!
Wágner, o Wagnão, o professor parceiro, o amigo que sempre queria, quis e quer todo o mundo na sua chácara, sabia que podia contar com a sua mãe. A mãe de todos, a Jandira! Chegava-se à Chácara e lá estava ela perguntando o que fazer, o que se queria comer, beber, tinha feito um arroz diferente, tratava os amigos de seus filhos como filhos, beijava a todos com bênção única e coletiva!
Mas o que eu mais gostava era que Tia Jandira fazia, a meus pedidos, os únicos, os raros "bolinhos de chuva", maravilhosos, amigos, maternos!
Muito obrigado, Jandira. Quinta-feira fui assistir a Palmeiras e São Paulo e, na microrregião de Osasco, li o nome Jandira, uma cidade em sua homenagem, chorei muito. Jandira, significa "Favo de Mel". Quiçá "Abelha". Obrigado, minha operária do amor, Você estará sempre na minha lembrança, nos bolinhos. À Família Teixeira e Jandiresca, meu maior carinho!