| CBB/Divulgação |
| Lucas joga no Paulistano e é titular da Seleção Brasileira de Basquete |
| Arquivo Pessoal |
| Nas Emefs, a Apis atende crianças de 8 a 10 anos |
Com 2,07 metros de altura e 103 quilos, o ala/pivô do Paulistano, Lucas Dias Silva, de 22 anos, também é titular da Seleção Brasileira de Basquete. O que nem todo mundo sabe é que o rapaz nasceu em Bauru e começou a sua carreira no projeto da Associação de Promoção à Inclusão Social (Apis).
De acordo com o atleta - que, na época em que participava do projeto bauruense foi aluno da antiga mordomo da Seleção Brasileira de Basquete Feminina, Matilde Silveira -, ela encontrou o seu irmão, Diego Dias, de 26 anos, entregando folhetos no semáforo e o convidou para jogar basquete. "Ele fez o teste lá no Luso, mas a técnica já havia fechado o time", narra.
Passados dois meses, Matilde reencontrou Diego no semáforo e o encaminhou ao Grêmio Recreativo Energético de Bauru (Greb). "Ela disse que o treinaria pessoalmente. Certa vez, decidi acompanhá-lo, comecei a jogar e me apaixonei pelo esporte", confessa.
Segundo Lucas, o apoio da treinadora foi decisivo. "Matilde tirava dinheiro do bolso para me dar condições de treinar. Às vezes, ela pagava o passe de ônibus e comprava o meu uniforme", revela.
Aos 12 anos, o atleta passou a jogar no Luso, com a treinadora Simone Bighetti. Dois anos depois, Lucas já estava no Pinheiros. "No começo, foi difícil, porque senti muita falta da família e dos amigos, mas o esporte me ensinou coisas que, normalmente, não aprendemos tão cedo, como lidar com o dinheiro e ajudar a família. O basquete sempre me fez querer mais", acrescenta.
Com 15 anos, já foi convocado para a categoria de base da Seleção Brasileira de Basquete, mas Lucas sonha além. "Disputar uma Olimpíada é o desejo de qualquer atleta e estou trabalhando para chegar a tanto", admite.
Já o seu irmão, Diego, é ala do Blumenau, em Santa Catarina.
O PROJETO
Coordenador da Apis, Caetano dos Santos Neto explica que a entidade completa uma década neste ano. Além disso, a associação atua nas Emefs e em diversos projetos sociais, como o Girassol, o Caná, a Casa do Garoto e a Fundação Amigos do João Bidu.
O intuito, segundo Neto, é ensinar o basquete lúdico a crianças entre 8 e 10 anos. "O esporte dá noção de educação e respeito, mudando até a performance dos alunos em sala de aula", argumenta.
Para o coordenador da instituição, Lucas tornou-se referência. "Muitos dos nossos alunos se deram bem, não só no esporte, como Lucas, mas em outras áreas. Enfim, creio que a Apis, de fato, cumpre o seu papel", avalia.
Atualmente, o projeto conta com cinco professores e atende, em média, 800 crianças por ano.
SERVIÇO
Quem quiser ajudar ou saber um pouco mais sobre o projeto da Apis, basta entrar em contato por meio dos telefones (14) 99772-3704 e (14) 3223-2271.